- Agentes federais da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) detiveram o turista Igor Mykhaylovych Lytvynchuk perto de Seattle, nos EUA, por maus-tratos a animais protegidos.
- O vídeo mostra o homem arremessando uma pedra contra uma foca-monge havaiana, espécie criticamente ameaçada, na praia de Maui, no Havaí (Lani).
- Testemunha disse que, ao ser confrontado, o homem afirmou ser “rico” o bastante para pagar qualquer multa.
- O caso gerou revolta na comunidade local de Maui, com o prefeito ressaltando que crueldade contra animais protegidos não será tolerada.
- A possible pena inclui até um ano de prisão por acusação e multas de até US$ 50 mil (Lei de Espécies Ameaçadas de Extinção) e até US$ 20 mil (Lei de Proteção de Mamíferos Marinhos).
Na quarta-feira, 13, agentes federais dos EUA prenderam um turista após ele aparecer em vídeo atirando uma pedra na cabeça de uma foca-monge havaiana, espécie criticamente ameaçada, na praia de Maui, no Havaí. O registro mostra o ataque contra a foca, conhecida como Lani pelos locais.
O homem, identificado como Igor Mykhaylovych Lytvynchuk, foi detido nos EUA continentais, nas proximidades de Seattle, após retornar para casa. A detenção ocorreu por suspeita de maus-tratos a animais protegidos, conforme a denúncia apresentada pelas autoridades.
A gravação, feita com celular, mostra a pedra sendo arremessada diretamente contra a foca. Testemunha relata que o animal mudou rapidamente de comportamento após o impacto; a pedra teria o tamanho de um coco, segundo a descrição.
A testemunha também afirmou que o homem informou, ao ser chamado, que não se importava e que era rico o suficiente para pagar qualquer multa, conforme a denúncia.
Contexto e reação local
O prefeito de Maui, Richard Bissen, disse que as acusações enviam uma mensagem clara de que crueldade contra animais protegidos não será tolerada. A focas-monge havaianas são uma espécie em extremo perigo, com estimativas de cerca de 1.600 indivíduos na natureza.
Implicações legais e próximos passos
Se condenado, Lytvynchuk pode cumprir até um ano de prisão por cada acusação de maus-tratos. As sanções também incluem multas de até US$ 50 mil pela Lei de Espécies Ameaçadas de Extinção e até US$ 20 mil pela Lei de Proteção de Mamíferos Marinhos.
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