- Júri em Nova York chegou a impasse no julgamento de Harvey Weinstein por estupro, levando à anulação do veredito após três dias de deliberação.
- O juiz Curtis Farber deu aos promotores 30 dias para decidir se Weinstein será julgado pela quarta vez.
- Este é o terceiro julgamento dele por estupro em terceiro grau; a condenação de 2020 foi anulada pela Corte de Apelações de Nova York.
- O caso envolve Jessica Mann e já teve testemunhos de quase vinte pessoas, com a promotoria mantendo que houve abuso sexual, embora houvesse divergência durante os júris anteriores.
- Weinstein, de 74 anos, ainda enfrenta pena de prisão na Califórnia e recorre da condenação federal relacionada a acusações de má conduta sexual, além de aguardar definição sobre o novo julgamento em Nova York.
Um júri de Nova York declarou o caso de estupro de Harvey Weinstein encerrado sem veredito após dias de deliberação, levando à anulação do julgamento. O magistrado Curtis Farber determinou que os promotores têm 30 dias para decidir se o caso será julgado novamente pela quarta vez.
Weinstein, hoje com 74 anos, já foi condenado em 2020 por estupro de Jessica Mann, condenação que foi anulada em apelação. O terceiro julgamento teve início em 21 de abril na Suprema Corte do Estado de Manhattan, com depoimentos de quase 20 testemunhas previstos.
O crime é classificado como delito de Classe E, com pena máxima de quatro anos caso haja condenação. Em junho do ano passado, o júri apresentou veredito com uma denúncia dividida: culpado em uma acusação e inocente na outra.
Desdobramentos do julgamento e depoimentos
Durante o novo processo, a defesa apresentou um bilhete escrito pela vítima dois dias após alegada agressão, questionando se havia se envolvido emocionalmente. Essa peça foi mencionada pela primeira vez em todos os julgamentos até então.
A equipe de Weinstein incluiu advogados que também atuam em outros casos de alto perfil, como Luiz Mangione e Sean Combs, além de Arthur Aidala, que já representou Weinstein. O juiz e a defesa ressaltaram aspectos sobre a natureza voluntária de relações ocorridas entre as partes.
Nas alegações finais, a defesa argumentou que o sexo teria sido consensual e que Weinstein a teria ajudado de várias formas. A promotoria manteve que atos sexuais não consentidos configuram estupro, destacando que Mann repetiu repetidas recusas e tentativas de sair do quarto.
Contexto processual e histórico
O novo julgamento resulta da anulação da condenação de 2020 pela Corte de Apelações de Nova York, que questionou a admissibilidade de testemunhas com acusações não previstas no caso original. Mais de 100 mulheres já haviam acusado Weinstein desde 2017.
Mann descreveu ao júri os momentos vividos, afirmando ter dito não repetidamente e tentado sair do ambiente. Ela relatou que se sentiu pressionada e que a situação a fez questionar suas próprias decisões.
Weinstein também enfrenta, na Califórnia, uma condenação por estupro, com 16 anos de pena. Ele continua recorrendo dessa condenação enquanto aguarda os próximos passos do caso em Nova York.
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