- O escultor Waltercio Caldas inaugura, nesta quinta (15), na Casa Roberto Marinho a mostra individual intitulada “O (Tempo)”.
- A exposição reúne mais de uma centena de obras inclassificáveis, montadas pelo artista em espaços de uma casa antiga, buscando diálogo com a arquitetura do local.
- Caldas afirma que a mostra não é uma retrospectiva e que as obras tratam do tempo sem estarem submetidas a ele, criando um ritmo de visitação.
- A mostra celebra os 80 anos do artista em novembro, com outra exposição sobre a relação dele com a linguagem prevista para o próximo ano no Museu de Arte Moderna de São Paulo.
- Entre as peças, destacam-se instalações como “Quarto Azul” e “A Velocidade”, com leitura que encurrala a arte no espaço e evita uma linha cronológica.
Waltercio Caldas inaugura na Casa Roberto Marinho uma mostra individual que reúne mais de cem obras. O foco é explorar o tempo, a relação entre espaço e objeto e a ideia de que a arte pode se manter presente mesmo sem seguir uma linha cronológica.
A exposição, intitulada O (Tempo), marca o aniversário de 80 anos do artista, que ocorre em novembro. Caldas selecionou e organizou pessoalmente as peças, mantendo a montagem como continuidade de seu processo criativo, segundo o próprio artista.
Sobre a montagem e o espaço
A curadoria reconhece a prática de distribuir as obras por cômodos de uma casa antiga, conversando com a arquitetura do local. O objetivo é criar um ritmo de visitação, com momentos de maior respiração entre os trabalhos.
Espaços emblemáticos da mostra
Entre os destaques está Quarto Azul, instalação que ocupa um cômodo inteiro e oferece um novo tempo de experiência ao público. Outros conjuntos enfatizam referências históricas da arte, distribuídos pelo primeiro andar.
A leitura de tempo e presença
Caldas não considera a mostra uma retrospectiva cronológica. O artista afirma que as obras falam sobre o tempo, mas não estão submetidas a ele, mantendo a presença irreversível de cada peça. Os objetos aparecem identificados e não buscam representar uma narrativa única.
Sobre o uso do espaço e da linguagem
A montagem dialoga com a arquitetura da casa, evitando confrontos. O artista defende que a relação com o espaço é fundamental para a poética da exposição. A organização busca criar uma leitura contínua, onde a cadência entre obras guia o visitante.
O papel da tecnologia e do consumo
O artista critica a ideia de arte como aplicação tecnológica e comenta a saturação de simulacros na era digital. Em sua visão, a arte não se dobra aos debates da atualidade, mantendo-se voltada à materialidade e à experiência direta.
Entre na conversa da comunidade