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Goldstein discute cultura de distração em debate com Maria Homem

Debate no SPIW discute criação como resposta à distração cultural, destacando voz, angústia e transformação pela leitura

‘Vivemos uma cultura de distração’, diz Rebecca Goldstein em debate com Maria Homem
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  • No São Paulo Innovation Week, Rebecca Goldstein e Maria Homem participaram de uma mesa sobre filosofia e criação.

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  • Goldstein afirmou que criar é trazer algo novo ao mundo e citou a Medalha Nacional de Humanidades recebida em 2015.
  • Maria Homem atuou como moderadora e trouxe questões sobre desejo e religião, incluindo a reação da colega de palco à fé judaica.
  • Goldstein revelou que a relação com Bertrand Russell ajudou a entender a dor e o sofrimento no mundo, influenciando sua visão sobre Deus e criação.
  • Goldstein listou três experiências transformadoras: universidade, ter filhos e o encontro com o marido, o linguista Steven Pinker, que também participa do SPIW.

O debate sobre filosofia e criação ocorreu durante o São Paulo Innovation Week, na sexta-feira, 15. Rebecca Goldstein e Maria Homem marcharam para discutir o papel da inspiração na produção de pensamento e ficção. O encontro ocorreu no âmbito do SPIW e reuniu público interessado em temas de cultura, religião e criatividade.

Goldstein, premiada em 2015 com a Medalha Nacional de Humanidades pelo ex-presidente Barack Obama, descreveu a criação como um ato de trazer algo novo ao mundo. Ela ressaltou a importância de provar a si mesma que o tempo gasto na escrita não é desperdiçado, destacando a diferença entre humanos e outras espécies nesse processo.

Maria Homem atuou como moderadora, trazendo questões sobre desejo e religião para a conversa. A psicanalista abriu espaço para discutir a herança religiosa, citando sua experiência pessoal com a fé judaica e a ideia de Deus diante de um mundo complexo. A plateia acompanhou relatos sobre transformação pessoal e o papel da leitura na vida.

Detalhes do debate

A autora americana compartilhou que, para ela, a voz na mente alheia é um desafio e que cada obra precisa ser justificada para ter sentido, requerendo validação contínua do leitor. A conversa abordou como a criação pode funcionar como objeto transformador na vida das pessoas, inclusive em experiências terapêuticas.

Goldstein mencionou que a formação universitária, a maternidade e a parceria com o linguista Steven Pinker aparecem entre as experiências mais marcantes da vida, conforme seus relatos no encontro. A discussão também reforçou a ideia de que a angústia pode sustentar processos criativos, sem exigir conclusões definitivas.

Participantes e contexto

Além de Goldstein, Maria Homem destacou a importância de abrir espaço para a reflexão sobre religião e moral. O diálogo contou com presença de público no SPIW, que acompanhou a troca entre as autoras e o moderador Luiz Merino. O evento reforçou o papel da produção literária na análise de questões existenciais.

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