- Mergulhadores da Marinha e da Polícia Federal atuaram no porto de Santos para localizar drogas em compartimentos abaixo da linha d’água de cargueiros.
- Em uma operação, seis pacotes foram recolhidos dentro de um navio e outros cinco em outro, em compartimento conhecido como “caixa de mar” a quinze metros de profundidade.
- As embalagens são à prova d’água e a coleta levou cerca de seis horas; a carga foi avaliada em quinze milhões de reais.
- Só neste ano, a Marinha apreendeu quase quinhentos quilos de drogas nos portos das regiões Sul e Sudeste, quase cinco vezes mais que o total de todo o ano passado.
- O Porto de Santos é uma importante rota de tráfico internacional, com cerca de cinco mil navios passando por ano, segundo especialistas.
Dois mergulhadores da Marinha e da Polícia Federal atuaram em uma operação no porto de Santos, com uso de técnicas especializados para localizar drogas escondidas abaixo da linha d’água. A ação ocorreu em navios que se aproximam do cais para a primeira avaliação de risco.
A operação envolve mergulhadores profissionais que acessaram compartimentos submersos, chamados de caixa de mar, a cerca de 15 metros de profundidade. Por ser um espaço fechado e de difícil acesso, a atividade exigiu coordenação entre as equipes e condições de visibilidade reduzidas.
Durante o trabalho, foram encontrados seis pacotes de drogas em um cargueiro, além de outros cinco pacotes localizados em um segundo navio. As embalagens são à prova d’água, e a carga foi avaliada em aproximadamente 15 milhões de reais. O procedimento durou seis horas.
Essa ação ocorre em um contexto de reforço de combate ao tráfico internacional de drogas em portos do Sul e Sudeste. Só neste ano, a Marinha já apreendeu quase 490 kg de entorpecentes nessas regiões, valor expressivo frente ao total do ano passado.
O Porto de Santos recebe cerca de cinco mil navios por ano e é considerado uma rota estratégica para o tráfico, mesmo com o alto risco envolvido. A atuação conjunta envolve a Marinha e a Polícia Federal para preservar a segurança marítima e a integridade das cargas.
Especialistas apontam o desafio técnico de acompanhar operações criminosas que utilizam compartimentos ocultos. A visão de especialistas destaca a necessidade de avanços em robótica subaquática e equipamentos de inspeção para ampliar a eficiência das fiscalizações.
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