- A maior cachoeira do mundo está abaixo da água, entre Islândia e Groenlândia, no Estreito da Dinamarca.
- Chamada Catarata do Estreito da Dinamarca, ela move enormes volumes de água frias e densas que descem pela encosta submarina.
- O desnível total alcança cerca de 3.500 metros, com a queda principal estendendo-se por aproximadamente 2.000 metros.
- Estima-se que cerca de 5 milhões de metros cúbicos de água atravessam a região por segundo.
- O fenômeno, invisível aos olhos, contribui para a Água Profunda do Atlântico Norte e para a circulação termohalina do planeta.
A maior cachoeira do planeta não despenca de uma serra nem se revela em superfície. Ela fica escondida sob as águas frias do Atlântico, entre a Islândia e a Groenlândia, no Estreito da Dinamarca. Chamada Catarata do Estreito da Dinamarca, a formação submarina move grandes volumes de água sem aparência visível.
Esse fluxo ocorre quando águas extremamente frias dos mares nórdicos encontram águas mais quentes do Mar de Irminger. Por serem mais densas, as águas frias afundam, deslizando por uma encosta submarina e formando uma corrente descendente de grande escala. A NOAA aponta desnível total de cerca de 3.500 metros, com queda principal de aproximadamente 2.000 metros.
Até mesmo em comparação com cachoeiras de superfície, o fenômeno impressiona. A altura da catarata submarina é superior ao dobro do Salto Ángel, na Venezuela, hoje registrado como a maior cachoeira de superfície, com 979 metros. No Brasil, Neblina e Cascata do Porã têm 450 metros, as mais altas em terra firme.
Estima-se que cerca de 5 milhões de metros cúbicos de água atravessem a região a cada segundo. O fenómeno não gera espuma, ruído ou visuais típicos de quedas terrestres. A força motriz envolve gravidade, diferenças de temperatura e densidade entre massas de água.
Relevância climática e hidrológica
O relevo inclinado do fundo oceânico canaliza esse fluxo profundo, criando uma das correntes mais importantes do planeta. O transbordamento do Estreito da Dinamarca alimenta a Água Profunda do Atlântico Norte, componente essencial da circulação termohalina.
Essa circulação redistribui calor, sal, oxigênio e nutrientes pelos oceanos. A catarata submarina influencia processos que ajudam a regular o clima global, evidenciando que o oceano profundo está em constante movimento e transformação.
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