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Operação desmantela tráfico e resgata 160 animais em rancho de MG

Operação do Ministério Público de Minas Gerais resgata 160 animais de 18 espécies em rancho de Ribeirão das Neves, com indícios de maus-tratos e venda pela internet

Rancho em Ribeirão das Neves (MG) onde 160 animais foram resgatados
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  • Operação Tráfico Animal Digital, do Ministério Público de Minas Gerais, resgatou 160 animais de 18 espécies em um rancho em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte.
  • Entre os animais estavam araras-canindé, araras-macau, papagaios, cacatuas brancas e galah, tucanos-de-bico-preto, cervos, quatis, veados-catingueiros, cutias, pacas, jiboias, saguis e escorpiões-imperadores.
  • Os agentes também encontraram três cabras, uma alpaca que morreu no local e uma ovelha morta; as carcaças foram encaminhadas à perícia para apurar as causas.
  • Foram apreendidos celulares, computadores, dispositivos de armazenamento, documentos e máquinas de cartão; há sinais de maus-tratos e possível reutilização de anilhas, chips e notas fiscais.
  • O responsável pelo rancho foi preso em flagrante e pode pagar multa administrativa de até R$ 1,2 milhão; investigação segue com MP, Semad, Instituto Estadual de Florestas, Polícia Civil e Polícia Militar.

A Operação Tráfico Animal Digital, realizada pelo Ministério Público de Minas Gerais, resultou no resgate de 160 animais de 18 espécies em um rancho de Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A ação identificou condições de superlotação, ausência de documentação regular e indícios de maus-tratos.

Os agentes encontraram araras-canindé, araras-macu, papagaios, cacatuas brancas e galah, tucanos-de-bico-preto, cervos, quatis, veados-catingueiros, cutias, pacas, jiboias, saguis e escorpiões-imperadores. Também foram localizadas três cabras e uma alpaca; esta última morreu durante a fiscalização, assim como uma ovelha. As carcaças foram encaminhadas à perícia técnica para apurar causas.

Saques, dispositivos e documentos usados na operação foram apreendidos, incluindo celulares, computadores, storages e máquinas de cartão. Segundo a equipe, os animais eram mantidos sem licença, com sinais de maus-tratos e suspeita de reutilização de anilhas, chips e notas fiscais. O rancho mantinha perfis no Instagram com mais de 580 mil seguidores, vendendo animais exóticos com envio para todo o Brasil.

Desdobramentos e participação institucional

O mandado de busca e apreensão foi expedido após monitoramento dos perfis do rancho nas redes sociais. A fiscalização envolveu o Ministério Público, a Semad, o Instituto Estadual de Florestas, a Polícia Civil e a Polícia Militar. A investigação aponta possível venda de animais pela internet.

O responsável pelo rancho foi preso em flagrante e pode receber multa administrativa de até 1,2 milhão de reais. Ele foi autuado por maus-tratos, manter fauna silvestre em cativeiro sem autorização e introduzir espécies no país sem licenças técnicas. As investigações seguem em andamento. O nome dele não foi divulgado.

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