- Spike Jonze participou do São Paulo Innovation Week no Pacaembu, na sexta-feira, 15, apresentando uma conversa sobre carreira e processo criativo.
- O diálogo contou com Leonardo Cruz, editor executivo do Estadão, e a atriz Maria Ribeiro, que admitiu estar tensa em participar do painel.
- Entre os temas, destacaram-se clipes como Weapon of Choice, de Fatboy Slim, e a cena com John Malkovich em Quero Ser John Malkovich, além de discussões sobre narrativa musical e cinema.
- Jonze comentou sobre trabalhar com atores e músicos, destacando a diferença de linguagem entre os dois e como conduz imaginação e filmagens durante o processo criativo.
- Ao falar de Ela, ele disse que relações com IAs precisarão ser positivas no futuro, mas alertou que IA e chatbots são desenvolvidos por grandes corporações com agendas próprias; a plateia riu quando uma pergunta de IA o deixou “tonto”.
Spike Jonze participou do São Paulo Innovation Week, realizado no Pacaembu, nesta sexta-feira, 15. O cineasta vencedor do Oscar debateu carreira, processos criativos e o papel das IA na produção audiovisual, durante uma conversa com Leonardo Cruz e Maria Ribeiro.
O painel revelou passagem de Jonze por cinema, clipes e publicidade, com lembranças de trabalhos como Weapon of Choice, de Fatboy Slim, e Quero Ser John Malkovich. A discussão explorou narrativas musicais e inspirações, desde a dança de Walken até a construção de cenas.
Maria Ribeiro perguntou sobre o relacionamento entre diretores, atores e músicos. O cineasta explicou que cada profissional demanda linguagem própria e que o processo criativo varia conforme o talento envolvido. Também comentou sobre a influência das redes sociais na narrativa audiovisual.
Entre referências, Jonze mencionou Adaptação como filme favorito e comentou bloqueios criativos comuns. Ressaltou ainda a importância de compreender a vida interior das crianças em Onde Vivem os Monstros, enfrentando resistências de estúdios na época.
Ao falar de Ela, o tema foi a relação entre jovens e tecnologia. O cineasta apontou a necessidade de tornar IA e interações digitais positivas, destacando riscos ligados à agenda corporativa por trás dessas ferramentas.
Durante o debate, uma pergunta de uma IA simulada provocou o momento mais descontraído: a dúvida sobre a evolução do amor na ficção. A plateia respondeu com risos quando Jonze admitiu ter se sentido tonto diante da pergunta.
Ao final, Jonze agradeceu ao público e elogiou o Brasil, descrevendo o país como extremamente vivo e vibrante. O evento, promovido pelo Estadão em parceria com a Base Eventos, segue com atividades até o encerramento.
O São Paulo Innovation Week reúne mais de 2 mil palestrantes e ocorre no Pacaembu e na Faap. O festival participa de uma série de eventos paralelos gratuitos nos CEUs, neste fim de semana, com debates e experiências imersivas.
Fontes consultadas para a cobertura destacam a participação de especialistas nacionais e internacionais em áreas como ciência, saúde, educação, mobilidade e sustentabilidade, entre outros temas relevantes para tecnologia e inovação.
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