- TEFAF New York abriu no Park Avenue Armory com multidões, vendedores em conversas e colecionadores cercando vitrines, num dia de público de primeira linha.
- A feira permanece com clima de otimismo, com colecionadores se sentindo mais confiantes em ativos físicos como arte e antiguidades do que em ações.
- A mostra reúne arte do século XX e XXI, antiquários, design e obras contemporâneas, permitindo deslocamentos rápidos entre peças de eras diferentes.
- Destaques incluem Alison Jacques com Dorothea Tanning, Mapplethorpe e Gordon Parks; Pace Di Donna Schrader com Delacroix, de Kooning e Calder; e a estreia da galeria no mercado secundário.
- Outros Booths chamam atenção, como David Aaron com uma stele egípcia de Thutmose IV, Yares Art com diálogo entre Motherwell e Smith, e Thaddaeus Ropac com Eva Helene Padé, além da apresentação conceitual da Salon 94.
TEFAF New York abriu com corredores cheios, colecionadores confiantes e estandes vigorosos no Park Avenue Armory. Na quarta-feira, o público VIP marcou presença desde as 11h, e, às 16h, as conversas não haviam diminuído. O espírito é de mercado firme para a mostra.
Rápidas rodadas entre galeria e vitrine mostraram a diversidade: obras históricas ao lado de convergência com contemporâneos. Colecionadores circulavam entre tesouros egípcios, esculturas móveis e pinturas recentes, sem sinal de corrida aos dois lados da sala.
Ofertas de peso chamaram atenção na TEFAF, que mantém uma identidade de curadoria híbrida. Antiquidades, design, arte moderna e contemporânea convivem sob o mesmo teto, permitindo transitar de uma peça de 3.300 anos a uma obra inédita em minutos.
Mudanças de tema
Galerias de peso apresentaram escolhas marcantes. Alison Jacques reuniu Dorothea Tanning com fotografias de Mapplethorpe e Gordon Parks, criando um conjunto de peças que pedem atenção aos detalhes e à contextualização histórica.
A Pace Di Donna Schrader estreou no evento com peças de alto calibre, incluindo estudos de Delacroix e uma de Kooning, além de um Calder. Os sócios ressaltaram o interesse crescente, com a expectativa de impactos positivos nas próximas maiores leilões da cidade.
Continuidade de formato
A feira também inclinou-se para o histórico: uma estela egípcia de Thutmose IV foi vendida pela casa David Aaron, com roteiro de provenance que envolve nomes ligados ao acervo de colecionadores. Outras galerias, como Yares Art, destacaram diálogo entre Materwell, Smith e Frankenthaler.
Thaddaeus Ropac ocupou o espaço com grandes pinturas de Eva Helene Pade, apresentadas em suportes verticais que realçam a presença da obra. A curadoria enfatiza movimentos de público, com cenas que unem documentação e expressão visual.
Perspectiva de mercado
Salon 94 reuniu uma apresentação que se aproxima de um ambiente de coleção particular, com obras de John Kacere, Tom Sachs e Shoko Suzuki. A montagem transmite sensação de convivência entre arte, mobiliário e objetos de uso cotidiano.
A atmosfera de TEFAF NY, ao lado de outras feiras de primavera, reforça o papel da Armory como palco de encontro entre passado e presente. É uma opção para quem busca percorrer, em poucas etapas, diversas épocas da arte.
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