- O governador do Colorado, Jared Polis, comutou a pena de Tina Peters de oito anos e meio para cerca de quatro anos e meio; Peters deverá deixar a prisão em liberdade condicional em 1º de junho.
- Peters, ex-functionária de cartório, permitiu que pessoas não autorizadas tivessem acesso aos equipamentos de votação do condado de Mesa em 2021, caso que ganhou atenção de apoiadores de Donald Trump.
- Em 2024 Peters foi considerada culpada de quatro felonias e três contravenções; em 2021 ela autorizou a entrada de Conan Hayes nos equipamentos e a participação em uma atualização sensível do software de votação.
- A decisão provocou críticas de autoridades eleitorais locais, que disseram que Peters não deveria receber tratamento especial; a secretária de Estado, Jena Griswold, afirmou que os atos dela comprometeram a confiança pública.
- Polis fundamentou a comutação em princípios de equidade, citando casos com disparidades de sentença; a decisão ocorreu após a sentença anterior ter sido reformada pela Corte de Apelações, que ordenou reavaliação.
O governador do Colorado, Jared Polis, comutou a pena de Tina Peters, ex-oficial de registro, que autorizou acesso não autorizado aos sistemas de votação do condado. A pena original de oito anos e meio de prisão foi reduzida para cerca de quatro anos e meio, com soltura em regime de liberdade condicional em 1º de junho.
Peters foi julgada em 2024 por quatro imputações de felonia e três de contravenção, no condado de Mesa, no oeste do Colorado. Em 2021, ela permitiu que Conan Hayes entrasse no equipamento de votação e copiasse informações sensíveis durante uma atualização do software.
Hayes tem ligações com o empresário Michael Lindell, defensor de desinformação sobre as eleições de 2020. Dados sensíveis do equipamento da Mesa County, fabricado pela Dominion, circularam online por personalidades de espectro conservador.
O caso gerou forte atenção de apoiadores de Trump, que defendem a libertação de Peters. O ex-presidente já havia concedido um perdão federal a Peters, embora o crime tenha sido julgado em nível estadual.
O pronunciamento de Polis ocorreu após uma apelação que ordenou ao juiz reavaliar a pena. Em março, o governador sinalizou considerar a comutação, citando a gravidade desproporcional da pena para um réu primário.
Críticas à decisão vieram de autoridades locais. A secretária de Estado Jena Griswold ressaltou que não se deve tratar Peters com tratamento diferenciado e que o caso não é equiparável ao de Sonya Jaquez Lewis, outra figura do estado.
O promotor do condado, Dan Rubinstein, afirmou que diferentes julgamentos para crimes semelhantes podem ocorrer legalmente, mas avaliou que a comutação seria injusta para os cidadãos representados. Acomodações de penas variam conforme as circunstâncias.
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