- DF celebra o Dia do Gari com programação no Parque da Cidade, das 8h às 14h, incluindo café da manhã, shows, sorteios, talento dos garis, almoço e serviços de saúde.
- Por causa da festa, não haverá coleta de resíduos e os serviços de catação e varrição ficam suspensos; a campanha Dia sem Lixo orienta manter os resíduos em casa até o retorno, previsto para segunda-feira 18.
- O Serviço de Limpeza Urbana tem cinco mil e vinte e dois garis em atuação no Distrito Federal, e cada profissional da varrição percorre, em média, dois quilômetros e quatro centenas de metros por dia.
- Relatos de garis destacam a rotina de madrugada, o reconhecimento pelo trabalho e os desafios, com exemplos de Raimunda Alves Gomes, Gilbertino Pires e Osmildo Santos Pereira.
- Autoridades do SLU e especialistas ressaltam a importância do reconhecimento, investimento em capacitação, saúde mental e melhoria das condições de trabalho.
O Distrito Federal celebra o Dia do Gari, data dedicada aos trabalhadores da limpeza urbana. A programação ocorre neste sábado, 16 de maio, no Pavilhão do Parque da Cidade, das 8h às 14h. O evento inclui café da manhã, shows, sorteios e atendimento de saúde, com foco nos profissionais.
A data foi instituída como ponto facultativo exclusivo para garis desde 2022. Por conta da festividade, não haverá coleta de resíduos hoje no DF. A campanha Dia sem Lixo, promovida pelo SLU desde 2023, orienta a população a guardar os resíduos até o retorno dos serviços, previsto para segunda-feira.
Festa
Raimunda Alves Gomes, 57 anos, começa o dia às 3h30 para trabalhar nas ruas da capital há 17 anos. Ela vê a homenagem como reconhecimento do esforço diário e do sustento da família. O uniforme laranja representa conquista e orgulho para ela.
Gilbertino Pires, 53, de Ceilândia, ingressou no SLU em 2020 e também celebra a data. O trabalhador destaca a importância do momento para a união entre colegas e a vida em família, que costuma ficar curta pela rotina de madrugada.
Osmildo Santos Pereira, 38, atua há 15 anos no serviço de limpeza urbana. Ele ressalta que o Dia do Gari faz diferença ao permitir encontros entre colegas e reitera a dedicação necessária para enfrentar sol, chuva e cansaço.
Desafios e cotidiano
Osmildo recorda episódios de desrespeito durante o trabalho, como críticas de moradores enquanto retiravam galhos da via. Andrew Lima, com pouco mais de um ano na função, também cita situações desconfortáveis ao tentar entrar em estabelecimentos, recebendo tratamento inadequado.
Wesley de Oliveira, 23, relata constrangimentos no transporte público, com a convivência diária no uniforme. Ainda assim, os garis ressaltam que a valorização, mesmo que simples, faz diferença no dia a dia.
Andrew gosta de videogame e de motos, tendo até comemorado um sorteio anterior com a conquista de uma motocicleta. Wesley aproveita a folga para acompanhar a filha recém-nascida e valorizar o tempo em casa.
Saúde mental e acolhimento
Especialista aponta que a sociedade ainda associa o trabalho manual a uma posição inferior por questões históricas. Ele afirma que gestos simples, como um cumprimento, ajudam a reduzir a sensação de desvalorização e fortalecem a sensação de pertencimento.
Formação e evolução profissional
Os garis contam com cursos gratuitos de informática, salas de leitura e espaços de capacitação promovidos pelas empresas contratadas pelo SLU. Investimentos recentes visam maior dignidade, segurança e apoio psicossocial aos profissionais, além de equipamentos mais modernos.
Perspectiva institucional
Luiz Felipe Carvalho, presidente do SLU, enfatiza que o Dia do Gari é também um momento de reflexão sobre a importância do trabalho dos garis para a limpeza e a saúde pública da cidade.
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