- Ana Clara Antero de Oliveira, 21 anos, teve as mãos decepadas em uma tentativa de feminicídio em Quixeramobim; quinze dias após a cirurgia de reimplante, já movimenta os dedos e aprendeu a usar o celular com os pés.
- A jovem está no Hospital Instituto Doutor José Frota, em Fortaleza, acompanhada por uma equipe multidisciplinar e acumula mais de 30 mil seguidores nas redes sociais, onde agradece o carinho.
- Os dois irmãos suspeitos, Evangelista dos Santos e Ronivaldo Rocha dos Santos, foram presos no dia do crime e denunciados pelo Ministério Público do Ceará por tentativa de feminicídio; a vítima pode receber indenização de R$ 97 mil.
- O pai dos suspeitos indicou endereços onde eles poderiam estar, e houve apreensão de foice, roupas e chinelo com manchas de sangue em um dos imóveis.
- O crime ocorreu após uma discussão entre Ana Clara e Ronivaldo; a agressão com foice resultou na amputação das mãos, e as investigações apontam para a motivação relacionada a conflitos envolvendoTransferências financeiras entre as partes.
Ana Clara Antero de Oliveira, 21 anos, sofreu tentativa de feminicídio em Quixeramobim, interior do Ceará, com mutilação de membros. Em 15 de maio, quinze dias após a cirurgia de reimplante, a jovem já movimenta dedos e aprendeu a usar o celular com os pés, habilidade que facilita sua interação nas redes sociais.
A agressão ocorreu na noite de 1º de maio, quando Ana Clara estava com o companheiro e o cunhado na residência. Segundo o Ministério Público do Ceará, Evangelista dos Santos e Ronivaldo dos Santos atacaram a vítima com uma foice após desentendimento, deixando-a com amputação de mão direita e lesões graves no braço esquerdo, ombros e pernas.
A jovem foi socorrida por vizinhos e submetida a uma cirurgia de emergência no mesmo dia para o reimplante das mãos. Ao longo da internação, foram realizadas duas novas cirurgias, incluindo a reconstrução de um tendão e a substituição de uma artéria, conforme informações oficiais.
O caso teve desdobramentos ainda na madrugada de 2 de maio, quando a Polícia Civil iniciou as diligências para localizar os suspeitos. Ronivaldo estava em Madalena, e Evangelista foi detido em uma residência no bairro Conjunto Esperança, em Quixeramobim, com a foice usada no ataque e roupas com manchas de sangue.
Entre as informações recebidas pela polícia, constam diálogos obtidos após a quebra de sigilo de celulares. As mensagens indicaram que Evangelista pediu dinheiro ao irmão para fugir, e que Ronivaldo demonstrou preocupação apenas com as consequências legais para si próprio. O pai da dupla, Raimundo Nonato Acioli dos Santos, informou onde eles eram encontrados.
A dupla foi presa no dia do crime e transferida para um presídio na Região Metropolitana de Fortaleza. A defesa e o Ministério Público seguem em tratativas para o andamento do processo, que envolve denúncia por tentativa de feminicídio e pedido de indenização de 97 mil reais à vítima, valor que pode ser ajustado pelo juiz.
Ana Clara permanece em tratamento no Hospital Instituto Doutor José Frota, em Fortaleza, sob acompanhamento de uma equipe multidisciplinar que inclui psicólogos e assistentes sociais. A evolução clínica tem sido monitorada com diagnósticos frequentes sobre fisioterapia e terapia ocupacional.
Do ponto de vista técnico, a investigação indica que a briga teve início com consumo de álcool, seguida de uma discussão que terminou com a invasão de Evangelista na residência. As câmeras registraram a escalada do ataque, que culminou na amputação das mãos da vítima, segundo o relatório policial.
O Ministério Público ressalta que a ação dos irmãos demonstrou a gravidade do crime e aponta para uma relação de controle sobre a vítima. O processo aponta a motivação como relacionada a questões de convivência e suposta possessão, com o desfecho trágico que colocou Ana Clara em recuperação e em foco de atenção pública.
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