- O Atlantis The Royal, em Palm Jumeirah, tem 43 andares (193 metros) e abriga a piscina suspensa Cloud 22, a 90 metros do chão.
- O design, assinado pela Kohn Pedersen Fox Associates, abandona a torre única e usa blocos desconstruídos com diversas varandas, exigindo controle de centro de gravidade e de ventos, com supervisão da Dubai Municipality.
- A piscina de borda infinita de 90 metros de extensão, com fundo de vidro, utiliza acrílicos espessos e um sistema de amortecimento para evitar rachaduras.
- O resort oferece 44 suítes e coberturas com piscina privativa, além de recursos como fontes de água com fogo e os maiores tanques de águas-vivas do lobby, demandando engenharia hidráulina complexa.
- Dubai investe em megaestruturas para atrair turismo de alta renda, posicionando o novo projeto como evolução do luxo frente ao Burj Al Arab, ao enfatizar minimalismo, luz natural e água em vez de ouro.
O resort de Palm Jumeirah, em Dubai, chega a 43 andares com uma piscina suspensa a 90 metros do chão. O conjunto mistura blocos de concreto e vidro, não uma torre única, e se apoia em pontes de aço ligando as duas metades do edifício. A obra reforça o luxo extremo da hotelaria mundial.
A arquitetura, assinada pela Kohn Pedersen Fox Associates, exige controle rigoroso do centro de gravidade e da resistência ao vento no Golfo Pérsico. A Dubai Municipality supervisiona normas de segurança para manter estáticas as ligações entre as torres.
A estrela do empreendimento é a piscina Cloud 22, suspendida a 90 metros, com borda infinita e fundo de vidro. A construção usa acrílicos espessos e amortecedores para evitar rachaduras diante da altura e da pressão do ambiente. O projeto incorpora várias varandas panorâmicas ao redor.
- Altura da estrutura: 193 metros, 43 andares.
- Quartos com piscina privativa: 44 suítes e coberturas.
- Extensão da piscina: 90 metros de comprimento no topo.
- Tema principal: água e fogo, com coreografias digitais.
A diferença em relação ao Burj Al Arab fica na proposta estética. O novo resort aposta em linhas retas, minimalismo e iluminação natural, em contraste com o ouro e o veludo do ícone clássico. A comparação ressalta a evolução do luxo em Dubai.
O resort integra ainda cascatas d’água com chamas reais, em uma combinação de tecnologia de ponta e design contemporâneo. Os tanques de águas-vivas no lobby exigem sistemas hidráulicos e bombas com operação isolada para manter o silêncio nas áreas comuns.
A cidade de Dubai segue investindo em megaestruturas para consolidar o turismo de alta renda. Projetos de grande impacto servem como ferramentas de marketing global e fortalecem a posição da cidade como destino de luxo, fora da dependência do petróleo.
A construção, com orçamento elevado, demonstra a capacidade de a hotelaria moderna erguer estruturas luxuosas e complexas, combinando vidro, água e iluminação natural em ambientes de alto custo.
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