- No dia 18 de maio de 1973, Araceli Cabrera Crespo, de 8 anos, desapareceu em Vitória; o corpo foi encontrado com sinais de violência sexual.
- Exatos 53 anos depois, o Tribunal de Justiça do Espírito Santo entregou os autos originais do processo para análise pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos.
- O objetivo é obter reconhecimento internacional e reparação histórica, já que o caso nunca teve condenação definitiva.
- Em 1980, dois dos acusados foram condenados a dezoito anos de prisão e outro a cinco, mas as sentenças foram anuladas e o caso terminou com absolvição por falta de provas; o processo prescreveu em 1993.
- A ação ocorre no Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, marco simbólico na luta contra a violência infantil.
O Tribunal de Justiça do Espírito Santo entregou os autos originais do processo relacionado ao caso Araceli Cabrera Sánchez Crespo para análise de um órgão internacional ligado aos direitos humanos. A ação será apresentada à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, vinculada à OEA. O objetivo é buscar reconhecimento internacional e reparação histórica.
Os documentos foram liberados em agenda reservada, conforme regras da Lei de Acesso à Informação e da LGPD. Participantes assinaram termos de confidencialidade. A medida ocorre no Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.
Araceli tinha 8 anos quando desapareceu em 18 de maio de 1973, em Vitória, após sair da escola. O corpo foi encontrado dias depois com sinais de violência sexual, mutilações e queimaduras. Três homens de famílias influentes foram apontados como suspeitos.
Entre 1980 e 1993, o caso teve condenações, anulações e prescrição. Dois acusados chegaram a cumprir penas, enquanto outro recebeu pena menor. Ao final, a Justiça declarou a absolvição por falta de provas, encerrando o processo criminal.
O caso ganhou o Brasil e o mundo como símbolo de luta contra a violência sexual infantil. O 18 de maio passou a integrar o calendário nacional de conscientização e enfrentamento ao abuso infantil. A memória da menina movimenta políticas públicas.
Em cerimônia recente, o irmão da vítima, Carlos Cabrera Crespo, presente no Canadá, destacou a continuidade de crimes semelhantes mesmo após décadas. O novo desdobramento internacional busca manter viva a memória e ampliar proteções a crianças e adolescentes.
Casos de abuso podem ser denunciados de forma anônima pelo Disque 100, 24 horas. Em emergências, ligar para 190. Especialistas ressaltam que a denúncia é crucial para interromper ciclos de violência e proteger as vítimas.
Entre na conversa da comunidade