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Arma e caderno de Mangione aceitos como evidência em julgamento de homicídio

Justiça decide que arma 3D, silenciador e caderno entram como prova no julgamento; busca no McDonald’s é ilegal, partes excluídas

Luigi Mangione appears at the May 18 suppression hearing in New York.
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  • O juiz Gregory Carro decidiu, em Nova York, que a busca sem mandado no McDonald’s, onde Mangione foi preso, foi irregular, e parte das evidências obtidas lá devem ser suprimidas.
  • No entanto, o juiz manteve no processo a arma supostamente 3D‑impressa, um carregador, um silenciador e o caderno vermelho com escritos de Mangione, encontrados durante uma busca de inventário no prédio da polícia.
  • Itens como o drive USB, a identificação falsa com o nome Mark Rosario e outros objetos encontrados no pescoço de Mangione também devem ser apresentados como evidência no julgamento.
  • A defesa pode recorrer de partes da decisão, mas apenas após o veredito e a eventual sentença; o julgamento estadual deve começar com a seleção de jurados em setembro.
  • Mangione responde por homicídio qualificado em segundo grau pelo tiroteio que matou o CEO da UnitedHealthcare, Brian Thompson; o caso também envolve acusações federais.

A Suprema Corte do Novo York avaliou evidências no julgamento de Luigi Mangione, acusado de homicídio de segunda grau na morte do CEO da UnitedHealthcare, Brian Thompson. O juiz Gregory Carro decidiu manter parte do material coletado em uma busca posterior, mas rejeitou parte do material obtido sem mandado na McDonald’s de Altoona.

O caso envolve a apreensão ocorrida em 9 de dezembro de 2024, durante a prisão de Mangione. O Ministério Público argumentou que a mochila do suspeito continha itens relevantes, como uma arma 3D impressa, um silenciador e um caderno com escritos atribuídos a Mangione. A defesa sustenta violação de direitos constitucionais durante a prisão.

A decisão parcial ocorreu em sessão realizada em Nova York, com o anúncio de que uma primeira busca na mochila, no local do McDonald’s, foi considerada ilegítima sem mandado. Contudo, itens encontrados em uma busca subsequente no posto policial de Altoona, incluindo a arma, o silenciador e o caderno, podem entrar como evidência.

  • A arma 3D, o segundo carregador, o silenciador e o caderno vermelho com escritos de Mangione ficarão aptos para o julgamento, pois foram obtidos na busca realizada na delegacia, em inventory search separada.
  • Um drive USB encontrado no colar de Mangione e uma identificação falsa com o nome Mark Rosario também serão admitidos.
  • Partes de depoimentos antes da leitura dos avisos de Miranda podem ser consideradas inadmissíveis.

O juiz também indicou que, embora certos itens tenham sido retirados da evidência, o caderno vermelho pode permanecer sob análise, por ter sido retirado na cena da prisão de Altoona sem abertura ou busca no local do McDonald’s. A avaliação completa de admissibilidade ocorreu após um longo debate de três semanas sobre a supressão de provas, realizada em dezembro.

Repercussões jurídicas

Especialistas ouvidos destacam que a decisão tem impactos mistos para a defesa. Analistas afirmam que a permissão de alguns itens favorece a acusação, enquanto a supressão de outros pode limitar parte do material apresentado em juízo. A defesa afirma que continuará a contestar pontos relevantes no decorrer do processo, com a análise de possíveis recursos após a verificação de eventual veredito.

Mangione permanece sob acusação de assassinato de Thompson, com o julgamento estadual previsto para seguir com etapas de instrução de júri em setembro. O processo federal relacionado ao caso também tramita, com fases distintas de andamento.

A defesa não comentou o conteúdo da decisão, e a promotoria confirmou que continuará apresentando o caso à corte. A audiência sobre a admissibilidade ocorreu diante de uma parte da imprensa, sem allowed de filmagem externa, conforme registro oficial do tribunal.

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