- O leilão duplo da Christie’s somou 1,1 bilhão de dólares em sessenta e quatro lotes, com forte atuação de compradores dos EUA, especialmente da região oeste.
- A venda da coleção S. I. Newhouse Jr. rendeu 630,8 milhões de dólares, elevando o total da coleção para pouco mais de 1 bilhão de dólares em quatro leilões desde 2018.
- O item mais valorizado foi Jackson Pollock Number 7A, 1948, vendido por 181,2 milhões de dólares, tornando-se um dos quatro quadros mais caros já vendidos em leilão.
- Constantin Brâncuși Danaïde, em bronze dourado, atingiu 107,6 milhões de dólares, o segundo maior lance do conjunto Newhouse.
- Mark Rothko, Portrait de Madame K., 1924, fechou em 98,4 milhões de dólares, o maior valor já recebido pela obra, superando estimativas iniciais de 80 milhões.
Christie’s realizou uma sessão dupla de arte moderna e contemporânea na última segunda-feira, totalizando US$ 1,1 bilhão em 64 lots. A maior parte das atenções ficou com a venda da coleção S. I. Newhouse Jr. e com a sessão de arte do século 20, incluindo peças que atingiram recordes. Mesmo assim, o mercado abaixo de US$ 20 milhões mostrou grande vigor de lances, algo menos observado em leilões mais recentes.
A operação evidenciou a força do público comprador norte-americano, com lances vindos principalmente de representantes na linha telefônica. Em contraste, compradores europeus e asiáticos estiveram menos ativos, concentrando-se em faixas de preço mais baixas. Obras inéditas no mercado tiveram desempenho superior às reedições de catálogos vintontos.
Lote principal e marcos da noite
O ponto alto foi Jackson Pollock Number 7A, 1948, de aproximadamente 11 pés de largura, vendido por US$ 181,2 milhões, tornando-se uma das quatro pinturas mais caras já vendidas em leilão. O lance decisivo chegou após lances de alto valor mobilizados por executivos da Christie’s, incluindo o presidente global Alex Rotter e a diretora de arte Moderna e Contemporânea Ana Maria Celis.
Entre os destaques, Constantin Brâncuși Danaïde, 1900, atingiu US$ 107,6 milhões, com a obra obtida em apenas uma oferta e destinada a um comprador garantido. Joan Miró Portrait de Madame K., 1924, teve recorde de arremate em US$ 53,5 milhões, superando seu próprio piso anterior. O conjunto Newhouse incluiu também peças que variaram entre exceções de venda e peças de menor than expected, com itens como Levee, de Robert Rauschenberg, próximo do limite de avaliação.
O top lot da venda de 20º século foi Rothko, com o canvas gigante que atingiu US$ 98,4 milhões, superando estimativas e consolidando recorde para a obra no mercado. Outras peças de alto valor, como Cornélia Joseph Cornell e obras de Picasso, Magritte e Monet, também atraíram lances expressivos, refletindo a robustez do segmento histórico.
Contexto e desdobramentos
O conjunto Newhouse somou US$ 630,8 milhões, contra estimativa inicial de US$ 462 milhões, elevando o total da coleção para pouco mais de US$ 1 bilhão após quatro vendas entre 2018 e 2023. A venda reforça a posição de Meyer, consultor de longa data da família, como um dos principais orchestradores de leilões da Christie’s. Em relação ao overall, a casa aponta que as peças fresh-to-market renderam os melhores resultados.
Além de Pollock e Rothko, outras obras destacaram-se pela valorização expressiva, como Miró e Neel, com registros de valor de pintura e de grafite que superaram ampliações de preço anteriores. A participação de clientes norte-americanos, particularmente de regiões ocidentais, foi decisiva para o desempenho. A Christie’s não divulgou comentários além das informações oficiais de venda e de licitação.
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