- Claudio Battaglia, artista plástico, teve atuação marcante na pintura e na joalheria, além de promover cultura persa na casa onde recebia amigos em Belo Horizonte e São Paulo.
- Nascido em 4 de abril de 1936, no bairro da Glória, passou a dedicar-se à joalheria após mudar para Paraty, em 1993, enquanto Nasrin Haddad Battaglia montou o primeiro restaurante de comida iraniana no país.
- A família se mudou várias vezes entre Paraty, Belo Horizonte e São Paulo; em 2011, já estavam em São Paulo, onde Battaglia enfrentou dificuldades com o Parkinson.
- Battaglia faleceu em 28 de abril de 2026, aos 90 anos, sem velório ou enterro, pois havia doado o corpo à Faculdade de Medicina da USP há dois anos.
- Deixa a mulher Nasrin e as filhas Iramaya e Rafaela; a última viagem ao Irã, há sete anos, reforçou sua paixão pela cultura persa.
Claudio Battaglia, artista plástico conhecido por sua ligação com a cultura iraniana, morreu em 28 de abril, aos 90 anos. Residia com Nasrin Haddad Battaglia, sua esposa, em Belo Horizonte, após uma trajetória que mesclou pintura, joias e convivência com a cultura persa. A morte ocorreu sem velório ou enterro, pois o casal decidiu doar o corpo para a Faculdade de Medicina da USP, dois anos antes.
Nascido em 4 de abril de 1936, no bairro da Glória, Battaglia teve formação em direito, mas seguiu a vocação pelas artes. Criou joias em Paraty, onde abriu uma oficina em 1993, junto com Nasrin, que comandava o restaurante iraniano O Amigo do Rei, em homenagem ao poeta Manuel Bandeira. A dupla percorreu caminhos culturais distintos, porém com respeito mútuo.
Vida e carreira
Em meio à carreira, Claudio manteve forte relação com a cultura persa, especialmente após conhecer Nasrin no Rio de Janeiro em 1991. O casal mudou-se para Paraty, abriu caminhos na joalheria e na gastronomia, vivendo também em Belo Horizonte e em São Paulo ao longo dos anos.
Últimos anos
Diagnóstico de Parkinson dificultou a continuidade do trabalho com joias, por causa do tremor nas mãos. A última viagem de Claudio ocorreu há sete anos, quando visitou o Irã e se encantou com as cidades visitadas. Nasrin destaca que, mesmo com diferenças culturais, o respeito permaneceu entre eles. Além da esposa, ele deixa as filhas Iramaya e Rafaela.
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