- Duas crianças de Bacabal desapareceram há mais de quatro meses; o primo que os acompanhava foi encontrado três dias após o sumiço.
- Delegados apontam a hipótese de uma terceira pessoa e investigam outras linhas; houve relato de uma suposta testemunha sobre travessia em canoa, que não foi confirmada.
- Comissão da Câmara dos Deputados está em Bacabal para obter informações sobre as buscas; a investigação continua mesmo com o fim da mobilização inicial.
- Coronel que participou das buscas afirma não acreditar que as crianças estejam na floresta e que as ações foram realizadas de forma integrada.
- Mãe das crianças participou da reunião com a comissão e pediu respostas rápidas, mantendo a esperança de encontrá-las com vida.
Uma reviravolta relevante movimenta o caso das crianças desaparecidas de Bacabal, no Maranhão, após quatro meses sem respostas. Ágatha Isabelly, de seis anos, e Allan Michael, de quatro, sumiram na mesma ocasião que o primo, Anderson Kauã, de oito anos, há mais de quatro meses. Anderson Kauã foi encontrado três dias após o desaparecimento; as duas crianças continuam desaparecidas.
As buscas, concentradas em áreas de floresta, rios e lagos da região, chegaram a mobilizar mais de mil pessoas entre forças de segurança e voluntários. Com o passar dos meses, os trabalhos foram encerrados sem pistas que esclarecessem o sumiço das meninas.
Nesta segunda-feira (18), a comissão da Câmara dos Deputados encarregada do tema esteve em Bacabal para obter informações sobre as buscas. Delegados ligados ao caso reuniram-se com a comitiva e apresentaram uma atualização rara sobre a investigação. O delegado Murilo afirmou que a investigação não foi interrompida, apesar da paralisação momentânea da mobilização.
Atualizações da investigação
Murilo mencionou que não há linhas de investigação descartadas, com a hipótese mais discutida sendo a atuação de uma terceira pessoa que teria sequestrado as duas crianças. Outros ramos também estão sendo avaliados, incluindo relatos sobre a travessia em canoa que teriam envolvido várias testemunhas, embora uma testemunha tenha sido descartada após verificação de consistência.
O Coronel Túlio, que participou das buscas, afirmou que não acredita que as crianças permaneçam na região de floresta, elogiando o trabalho das forças de segurança e destacando que tudo o que poderia ter sido feito já foi feito. Ele ressaltou que a responsabilidade pela continuidade da investigação passa a ser essencial.
A mãe das crianças, Clarice Cardoso, também reuniu-se com a comissão. Em entrevista, pediu respostas, enfatizando a necessidade de entender o que realmente aconteceu com os filhos e expressando a esperança de encontrá-los vivos. Clarice declarou que aguarda resultados concretos, não apenas ações de âmbito político.
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