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Sobrinha da vítima de feminicídio diz que ele não deveria estar armado

Segundo a sobrinha, o agressor já havia perdido a arma, teve porte restabelecido após terapia e, em sábado, matou a esposa e cometeu suicídio

"Ele não deveria estar armado", diz Stephannie Roberta Ferreira, sobrinha da vítima de feminicídio - (crédito: Carlos Vieira CB/DA Press)
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  • Velório de Cláudia da Silva Nascimento, 50 anos, ocorreu na manhã desta segunda-feira, dois dias após ela ser morta a tiros pelo marido, Josimar da Costa, 55.
  • A sobrinha da vítima relatou que o casal vivia um relacionamento conturbado há onze anos, com violência e ciúmes possessivos por parte de Josimar.
  • O crime ocorreu em São Sebastião. Josimar matou Cláudia e, em seguida, cometeu suicídio; os dois corpos foram encontrados pelo Corpo de Bombeiros.
  • Segundo a família, o militar da reserva já havia perdido a posse de arma após um disparo em via pública, mas teve a autorização restabelecida após sessões de psicoterapia.
  • Cláudia é a sétima vítima de feminicídio no Distrito Federal neste ano.

O velório de Cláudia da Silva Nascimento, 50, ocorreu na manhã desta segunda-feira (18/5), dois dias após ela ser morta a tiros pelo marido, Josimar da Costa, 55, em São Sebastião, no DF. Josimar tirou a própria vida após o crime, segundo informações oficiais. O casal vivia há 11 anos, com episódios de violência doméstica.

A família relatou que o agressor frequentava bares, agindo com agressividade tanto com desconhecidos quanto com a vítima. Stephannie Roberta Ferreira, 32, sobrinha da vítima, afirmou que as crises de ciúmes e possessividade eram frequentes e que ele restringia a comunicação com a própria família.

Segundo a sobrinha, o histórico dele de violência era longo. Ela disse que Josimar também chegou a reagir com agressões a terceiros, em ocasiões consideradas banais, indicando um comportamento problemático recorrente no relacionamento.

A família tentou várias intervenções, mas Cláudia mantinha o ciclo de violência. A jovem explicou que a vítima tentava se desvincular, até mesmo morando com parentes, mas o agressor insistia em manter o vínculo e reaparecia com mudanças de comportamento.

O militar da reserva já havia perdido a posse de arma por um episódio anterior, em via pública. Ele conseguiu reaver o porte após sessões de psicoterapia, segundo a sobrinha, que afirmou: ele era violento e não deveria ter autorização para portar arma.

Entenda o caso

O casal foi encontrado sem sinais vitais na manhã de sábado (16/5), no Condomínio Mansões Parque Brasília, em São Sebastião. O Corpo de Bombeiros do DF confirmou três disparos contra Cláudia; Josimar cometeu suicídio logo depois e foi encontrado com marcas de tiro na cabeça.

Cláudia é a sétima vítima de feminicídio no DF neste ano, segundo dados locais. O caso reaviva debates sobre violência doméstica e controle de armas.

Onde pedir ajuda

  • 190: Polícia Militar do DF (24h).
  • 197: Polícia Civil do DF, Denúncia 197 (WhatsApp: (61) 98626-1197).
  • 180: Central de Atendimento à Mulher (24h), serviço público e anônimo.
  • Deams: Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher, 24h.

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