- Uma semana após a explosão no Jaguaré, em São Paulo, a região continua com entulhos, e demolições de casas condenadas seguem em andamento; a rua Piraúba teve o bloqueio recuado, mas o ponto zero permanece fechado.
- Equipes da Defesa Civil, da Polícia Militar, Sabesp e Comgás atuam no local; o entorno da explosão permanece sob monitoramento e inspeções.
- Moradores ficaram sem renda e boa parte não pode retornar ao trabalho; casos relatados incluem demissão de trabalhadores que precisaram ausentar-se para acompanhar vistorias e apoiar familiares atingidos.
- Os impactos econômicos envolvem perdas de serviços e moradias: pessoas viveram com estresse pela necessidade de presença em vistorias e barulho das obras atrapalhando o sono; houve demolição de imóveis e, em alguns prédios, reformas paliativas ou definitivas.
- A Sabesp informou ter pago auxílio emergencial de cinco mil reais a setecentos e sessenta e quatro famílias; a CDHU mapeou oitenta imóveis para realocação, com opções de transferência, carta de crédito ou auxílio aluguel.
Moradores do Jaguaré, na zona oeste de São Paulo, seguem sem rotina estável uma semana após a explosão que matou duas pessoas. Equipes da Defesa Civil, PM, Sabesp e Comgás trabalham no local, que permanece cercado por entulhos e tapumes.
O epicentro fica na rua Piraúba. Duas casas condenadas estão em processo de demolição, com o objetivo de avançar para a limpeza e reconstrução. O bloqueio recuou, mas o local ainda exige cuidado e monitoramento constante.
A explosão interrompeu atividades econômicas na região. Vistorias ocorrem a qualquer hora, exigindo a presença de moradores, o que atrasa períodos de trabalho e aumenta a insegurança quanto à renda futura.
Ana Paula dos Santos Silva, 31, assistente financeira, diz ter sido demitida após faltar ao trabalho para acompanhar familiares atingidos pela tragédia. Ela já conta com a aposentadoria do pai e seguro-desemprego, sem previsão de volta ao emprego.
Morador que trabalha à noite, Manuel Vasconcelos relata dificuldade para dormir devido ao barulho das obras. A troca de turnos com colegas é necessária, mas implica readequação de horários e renda.
João Hage Miranda, 43, operador logístico, está há mais de uma semana sem trabalhar. A casa dele sofreu danos estruturais e a documentação da ausência não tem validade formal, dificultando a comprovação de afastamento.
Edna Rosendo, 40, e o marido são autônomos com pet shop. Sem salário fixo, precisam acompanhar vistoria e demolição, o que parou a renda familiar. A vizinhança está sob ameaça de desabamento, exigindo monitoramento constante.
A CDHU informou que já mapeou 80 imóveis na região para atender famílias atingidas. Há opções de transferência para apartamentos mobilizados, carta de crédito para compra de imóvel ou auxílio aluguel, além de apoio social e médico.
A Sabesp afirmou ter pago auxílio emergencial de R$ 5.000 a 764 famílias. Das 300 unidades vistoriadas, 45 passaram por limpeza, 45 tiveram reformas paliativas e 10 casas foram reformadas de forma definitiva, com substituição de telhas, janelas e portões danificados.
Ações e perspectivas
As equipes trabalham na conclusão das demolições de casas condenadas antes de iniciar a fase de limpeza profunda. A cidade aguarda o avanço dessas etapas para retomar atividades econômicas e escolares da região, além de avaliar impactos de longo prazo na renda das famílias envolvidas.
A situação no Jaguaré permanece sob monitoramento de Defesa Civil, Sabesp e CDS, com continuidade de vistorias e apoio social às famílias afetadas, enquanto moradores buscam alternativas para reconstruir a rotina e a renda.
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