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Grupo de estelionato digital é alvo de operação no RS

Operação interestadual desarticula grupo de estelionato digital; cinco presos, nove mandados e onze vítimas identificadas em diversos estados

Diligências ocorrem simultaneamente na capital paulista, Guarulhos, Piracicaba e Carapicuíba.
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  • Grupo criminoso especializado em estelionato digital foi alvo de operação interestadual da Polícia Civil do Rio Grande do Sul; cinco presos e mandados de prisão cumpridos.
  • Ao todo foram expedidos nove mandados de prisão, dezessete mandados de busca e apreensão e bloqueios de contas; diligências ocorreram em São Paulo, incluindo capital, Guarulhos, Piracicaba e Carapicuíba.
  • Ao menos onze vítimas foram convencidas por ligações falsas e sites clonados, com boletos fraudulentos usados para suposta quitação de financiamento de veículo; duas vítimas foram identificadas no Rio Grande do Sul.
  • A investigação aponta uso de site fictício que imitava a identidade visual de uma montadora, envio de código por e-mail e repasse de dados do financiamento para emissão de boletos.
  • Houve indícios de lavagem de dinheiro por meio de contas de terceiros; a operação contou com apoio de órgãos de cibersegurança e ministério da justiça.

Um grupo especializado em estelionato digital foi alvo de uma operação interestadual deflagrada na terça-feira pelo Judiciário gaúcho. A Polícia Civil do Rio Grande do Sul informou que cinco pessoas foram presas durante as diligências. A ação envolveu mandados de prisão, busca e apreensão, além de bloqueios de contas.

Ao todo, nove mandados de prisão e 17 de busca e apreensão foram cumpridos em diferentes estados. O objetivo foi desarticular esquema que clonava boletos e criava sites falsos para enganar clientes de financiamentos de veículos. As investigações apontam que ao menos 11 vítimas foram impactadas.

As diligências ocorreram com apoio de órgãos federais e estaduais. O trabalho foi conduzido pela 3ª Delegacia de Polícia de Canoas, com participação do CIBERLAB e da Coordenação-Geral de Crimes Cibernéticos do Ministério da Justiça. Também atuaram policiais de São Paulo; as ações ocorreram em São Paulo, Guarulhos, Piracicaba e Carapicuíba.

A operação e os golpes

O grupo utilizava sites clonados e boletos falsificados para simular pagamentos de financiamentos. O Ministério da Justiça e Segurança Pública confirmou que as fraudes facilitaram lavagem de dinheiro. O início das investigações remonta a novembro de 2025, após uma vítima registrar o prejuízo de aproximadamente R$ 22 mil.

A vítima pesquisou no Google, acessou um site que imitava a página de uma montadora e, em seguida, foi conduzida a atendimento via aplicativo de mensagens. Durante o contato, os suspeitos solicitaram dados, enviaram um código e obtiveram acesso aos dados do financiamento, gerando o boleto falso.

Detalhes do esquema

Os investigadores identificaram o site utilizado no golpe, que mantinha identidade visual semelhante à da empresa verdadeira. O portal passou a redirecionar vítimas para diferentes números, mantendo a mesma foto de perfil para parecer legítimo. Há indícios de lavagem de dinheiro, com uso de contas de terceiros para diluição de recursos.

Até o momento, as autoridades não divulgaram identidades dos investigados. A operação busca esclarecer o alcance do crime e recuperar valores obtidos illicitamente, bem como prevenir novos golpes.

Contexto nacional e impacto

Relatórios de segurança apontam perdas significativas no Brasil com golpes digitais. Dados apontam aumento de fraudes envolvendo aparelhos roubados e tentativas de personificação de instituições financeiras. O país figura no topo entre os índices de golpes na América Latina, segundo fontes vinculadas ao setor.

As apurações continuam para confirmar a extensão da rede criminosa e o fluxo de recursos. As informações para o período anterior à ação indicam que o crime ultrapassou fronteiras, com envolvimento de jurisdicionais diversas e recursos bloqueados pelas autoridades.

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