- O Tribunal de Justiça de Goiás condenou o Hospital da Mulher de Inhumas a pagar R$ 1 milhão de indenização aos pais de dois bebês trocados ao nascer, em 2021.
- O valor será dividido entre as quatro famílias, com R$ 250 mil a cada núcleo familiar, além de ressarcimento de R$ 880 pelos exames de DNA.
- A troca foi descoberta em novembro de 2024, após testes de DNA apontarem incompatibilidade genética; os casos levaram a localizar o casal biológico.
- Em outubro de 2025, a Justiça determinou a transferência gradual das crianças para as famílias biológicas, com convivência planejada, e as certidões de nascimento passaram a incluir os nomes de todos os pais e mães.
- As famílias mantêm guarda compartilhada, o hospital pode recorrer da decisão, e os pais relatam sofrimento devido à adaptação das crianças.
O Tribunal de Justiça de Goiás condenou o Hospital da Mulher de Inhumas, em São Sebastião, a pagar R$ 1 milhão de indenização aos pais de dois bebês trocados ao nascer, em 2021. A decisão, de primeira instância, aponta violação grave dos direitos dos envolvidos.
A sentença determina que cada família receba R$ 250 mil. O hospital também deverá ressarcir R$ 880 pelos gastos com exames de DNA realizados pelas famílias. A magistrada Diéssica Taís Silva considerou a situação gravíssima.
O caso veio a público em novembro de 2024, quando Cláudio Alves solicitou teste de DNA para confirmar a paternidade do filho que criava com Yasmin Kessia da Silva. A análise revelou incompatibilidade genética entre a criança e os dois.
Desdobramentos
Em outubro de 2025, a Justiça decidiu encaminhar os bebês às famílias biológicas de forma gradual, com convivência planejada entre as quatro pessoas. As certidões de nascimento passaram a incluir os nomes de duas mães e dois pais.
Segundo a reportagem, os pais relatam que os filhos foram destrocados em março deste ano, e que a guarda permanece compartilhada. Ainda há dificuldades de adaptação das crianças nas novas residências.
Embora o hospital possa recorrer, as famílias demonstram confiança na continuidade da ação judicial. As partes destacam o impacto emocional da situação, especialmente pela idade das crianças.
Entre na conversa da comunidade