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Polícia do RS deflagra operação contra grupo por golpes em crédito de veículos

Operação Recall mira grupo que clona sites de montadoras para aplicar golpes com financiamentos de veículos; ao menos onze vítimas, duas no RS, com prisões e bloqueios

Foto: Polícia Civil / Porto Alegre 24 horas
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  • A Polícia Civil deflagrou a Operação Recall, ofensiva interestadual contra uma organização criminosa que aplicava golpes envolvendo financiamentos de veículos, nesta terça-feira (19).
  • Ao todo, são cumpridas 26 ordens judiciais, incluindo nove mandados de prisão e 17 de busca e apreensão, com bloqueios de contas; as diligências ocorrem em São Paulo, Guarulhos, Piracicaba e Carapicuíba, e quatro pessoas já foram presas.
  • A investigação começou após uma vítima registrar ocorrência em novembro de 2025, relatando ter perdido R$ 22.251,55 ao pagar um boleto falso durante uma suposta quitação de financiamento.
  • Os criminosos criavam páginas falsas quase idênticas aos sites oficiais de montadoras e instituições financeiras e, via WhatsApp, se passavam por funcionários, usando dados das vítimas para facilitar boletos fraudulentos.
  • Até o momento, ao menos 11 vítimas foram identificadas em diferentes estados, sendo duas no Rio Grande do Sul; há indícios de organização, divisão de tarefas e lavagem de dinheiro por meio de contas de terceiros.

Na manhã desta terça-feira, 19, a Polícia Civil deflagrou a Operação Recall, ofensiva interestadual contra um grupo envolvido em golpes com financiamentos de veículos. A ação ocorreu de forma simultânea em São Paulo, Guarulhos, Piracicaba e Carapicuíba, com apoio do CIBERLAB.

Ao todo, 26 ordens judiciais foram cumpridas, entre nove prisões, 17 buscas e o bloqueio de contas dos investigados. As diligências continuam em andamento nas cidades paulistas, conforme apuração oficial.

Identificadas, pelo menos, 11 vítimas em diferentes estados; duas delas estão no Rio Grande do Sul. A polícia investiga a origem dos recursos e a extensão dos prejuízos.

Desdobramentos

Segundo as apurações, o grupo criava páginas falsas quase idênticas aos sites oficiais de montadoras e instituições financeiras. As vítimas eram encaminhadas a atendimentos via WhatsApp, simulando atendimento de funcionários.

Com os dados fornecidos, os suspeitos acessavam informações verdadeiras sobre financiamentos, aumentando a credibilidade da fraude. Boletos falsos eram enviados para pagamento, gerando prejuízos registrados desde 2025.

A investigação aponta estrutura organizada, com divisão de tarefas dentro do grupo e indícios de lavagem de dinheiro por meio de contas de terceiros. Quatro pessoas já foram presas durante as diligências.

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