- O laudo necroscópico aponta desnutrição grave e maus-tratos como causa da morte do menino Kratos Douglas, 11 anos, encontrado acorrentado em São Paulo no dia 11 de maio.
- O pai, Chris Douglas, 52 anos, foi detido no local; a madrasta, 42, e a avó, 81, foram ouvidas e detidas dois dias depois; havia mais duas crianças na residência.
- A família afirmou que Kratos era acorrentado para não fugir; ele não frequentava a escola desde 2024, e a mãe não o via há quatro anos.
- O secretário de Segurança Pública de São Paulo ressaltou a gravidade do caso, com a desnutrição mencionada pelo laudo; a casa ficava na Zona Leste e a família havia se mudado de Bauru, interior.
- As duas crianças que estavam na casa — uma de três anos e outra de 12 anos, filha da madrasta e irmã de Kratos — foram encaminhadas pelo Conselho Tutelar.
A causa da morte do menino Kratos Douglas, 11 anos, foi revelada por laudo necroscópico divulgado neste sábado. O relato aponta desnutrição grave e maus-tratos como fatores determinantes. Kratos foi encontrado sem vida em sua residência, na Zona Leste de São Paulo, no dia 11 de maio, após ser acorrentado pelo pai.
Segundo a investigação, a família acionou o Samu e o Corpo de Bombeiros ao perceber que Kratos estava em estado crítico. Ao chegar ao local, os socorristas já encontraram a criança sem sinais vitais e acionaram a Polícia Militar. O pai foi detido no local.
A madrasta, a avó e outros membros da família prestaram depoimentos e foram ouvidos pela polícia. Eles disseram que Kratos era acorrentado para não fugir; porém, testemunhas indicam contradições em relação ao comportamento da família. O garoto não frequentava a escola desde 2024.
Investigação e desdobramentos
A mãe de Kratos, Karina Oliveira, relatou à imprensa que não via os filhos há quatro anos e afirmou que não possuía a guarda há tempos devido a conflitos familiares. Ela revelou ainda que recebeu ameaças de violência durante a separação. Duas outras crianças, filha da madrasta e irmã de Kratos, foram encaminhadas ao Conselho Tutelar.
A polícia segue investigando as circunstâncias da morte e apura se houve omissão por parte de outros familiares. O caso permanece sob apuração, com atuação de órgãos de proteção à criança e do Ministério Público. O histórico familiar está sob análise para esclarecer responsabilidades.
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