- Lei sancionada em abril estabelece guarda compartilhada de pets em casos de dissolução de casamento ou união estável, com regras de divisão de gastos e cuidados.
- Caso não haja acordo entre os tutores, a decisão é do juiz; o tempo de convívio deve considerar ambiente adequado, condições de trato, sustento e disponibilidade de cada parte.
- A norma usa o termo custódia e prioriza o bem-estar do animal e a convivência com ambos, mantendo o animal sob tratamento como propriedade comum até mudança de visão legal.
- Despesas habituais ficam com quem estiver com o animal; gastos como consultas, internações e medicamentos devem ser divididos igualmente.
- Para adaptação, recomenda-se manter rotina similar nos dois lares, levar objetos familiares e observar sinais de estresse, avaliando manter o pet em um único lar se necessário.
Foi sancionada em abril a lei que assegura a guarda compartilhada de pets em casos de dissolução de casamento ou união estável. O regime estabelece regras de divisão de guarda e de gastos entre os ex-tutores, priorizando o bem-estar do animal.
A mudança busca evitar rupturas abruptas no cotidiano do pet e garantir que a responsabilidade pelos cuidados não recaia apenas sobre uma das partes. Caso não haja acordo, a decisão fica a cargo do juiz.
O que muda na prática
A lei orienta que o tempo de convívio deve considerar o ambiente, o cuidado, o sustento e a disponibilidade de cada parte, priorizando o bem-estar do animal. A avaliação não segue uma divisão matemática de 50% para cada um.
O regime utiliza o termo custódia, diferente da guarda aplicada a filhos. Em caso de maus-tratos, quem cometeu o crime perde o direito à custódia do pet, com comprovação por laudos veterinários, boletins de ocorrência ou medidas protetivas.
Despesas habituais, como alimentação e higiene, ficam a cargo de quem estiver com o animal no período. Gastos como consultas, internações e medicamentos devem ser divididos igualmente entre as partes.
Cuidados com a adaptação do pet
Especialistas ressaltam a importância de uma rotina semelhante entre os dois lares para reduzir o estresse do animal. O ambiente, as regras e os horários devem manter coerência entre as casas.
Objetos familiares, como brinquedos e odores, ajudam a reduzir a ansiedade durante a transição. Tutores devem alinhar responsabilidades para evitar conflitos que afetem o pet.
Sinais de estresse, como alterações no apetite, sono e urina, devem ser monitorados. Em pets com doenças crônicas, a adaptação pode exigir cuidados adicionais ou a permanência em apenas um lar.
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