- Um candidato de 28 anos foi preso em Goiânia suspeito de tentar fraudar prova de auditor fiscal da Receita Estadual de Goiás realizada no domingo, 17 de maio.
- O homem deixou o celular escondido no banheiro do local, fotografou as questões e enviou as fotos à esposa, que consultava o ChatGPT e reenviava os gabaritos por WhatsApp.
- A esposa, de 24 anos, foi detida posteriormente; ela confessou participação e entregou a senha do celular utilizado.
- Fotos da prova eram enviadas para a mulher em Jaraguá, que pesquisava as respostas com o ChatGPT e repassava ao marido durante a avaliação.
- Os dois foram autuados por fraude em concurso público. O candidato teve a fiança reduzida para R$ 1.621; a esposa também pôde pagar fiança de um salário mínimo. O concurso foi considerado que o jogador foi eliminado.
Um candidato de 28 anos foi preso em Goiânia suspeito de tentarfraudar uma prova de auditor fiscal da Receita Estadual de Goiás, realizada no domingo (17/5). O esquema envolveu fotografar questões, enviar para a esposa pedir respostas ao ChatGPT e retornar gabaritos por WhatsApp. O fato ocorreu durante a seleção que reuniu mais de 23,5 mil candidatos, organizada pela Fundação Carlos Chagas.
Segundo a Polícia Civil, o celular utilizado pelo candidato ficou escondido atrás do vaso sanitário, no banheiro do local. O aparelho foi encontrado com fita dupla face, o que levou à isolação do espaço e monitoramento dos demais concorrentes que ali circulavam. O suspeito confessou participação no esquema.
A investigação aponta que as fotos das questões eram enviadas à esposa, que estava em Jaraguá, e que ela consultava o ChatGPT para pesquisar as respostas e repassar aos dois envolvidos. A mulher, de 24 anos, foi detida na Rodoviária de Anápolis ao desembarcar de um ônibus, e entregou a senha do celular. A dupla também planejou como esconder o celular na sala de prova e como enviar as respostas durante a aplicação.
Conforme depoimentos, o candidato alegou dificuldades financeiras como motivação. A companheira confirmou o planejamento prévio do golpe. Ambos foram autuados por fraude em concurso público; a fiança inicial foi reduzida para um salário mínimo para ele e mantida nesse valor para a esposa. Após pagamento, tiveram a liberação autorizada.
A Fundação Carlos Chagas informou que o candidato foi eliminado do certame, conforme o edital, por uso de meios ilícitos e comunicação com terceiros durante a prova. A Secretaria da Economia de Goiás classificou o episódio como isolado, destacando que não comprometeu a lisura do concurso.
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