- A Polícia Civil do Rio de Janeiro aguarda laudos periciais para definir as causas do atropelamento que matou Mariana Tanaka Abdul Hak, de 20 anos, em Ipanema, no fim de semana.
- O motorista, Lucas, 21 anos, disse que o volante travou e os freios falharam; a perícia mecânica vai confirmar ou não essa versão.
- O enquadramento jurídico pode mudar de lesão corporal culposa para dolo eventual conforme as provas técnicas e o contexto do acidente.
- A ausência de marcas de frenagem no asfalto é analisada pela investigação; se não houver falhas no veículo, a atenção pode recair sobre possível distração do condutor.
- O funeral ocorre na quinta-feira, no Cemitério São Paulo, e o motorista está colaborando com as apurações, respondendo em liberdade.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro segue aguardando os laudos periciais para definir as causas do atropelamento que matou Mariana Tanaka Abdul Hak, 20 anos, em Ipanema, no último sábado. A investigação analisa se houve falha mecânica no veículo ou conduta do motorista que possa configurar dolo eventual ou culpa.
A jovem é filha do diplomata Ibrahim Abdul Hak Neto e de Ana Patrícia Neves Abdul Hak. O acidente ocorreu quando a caminhonete JAC T140 invadiu a calçada no cruzamento das ruas Visconde de Pirajá e Vinícius de Moraes, atingindo Mariana e outros pedestres. O motorista, Lucas, 21 anos, declarou que o volante travou e os freios falharam.
Dolo eventual ou crime culposo?
O enquadramento jurídico depende das provas técnicas. A tipificação atual é lesão corporal culposa, mas pode mudar conforme o risco assumido pelo motorista. A linha entre negligência e dolo é central para definir responsabilização.
A advogada Ana Krasovic explica que culpa consciente envolve previsão do resultado com tentativa de evitar, enquanto dolo eventual é quando o agente assume o risco de produzir o resultado. A perícia deve analisar visibilidade, fluxo de trânsito e condições do local para embasar a conclusão.
Peso da perícia mecânica e próximos passos
A investigação, conduzida pela 14ª DP (Leblon), foca na possível falha mecânica relatada pelo motorista. Engenheiro perito aponta que a análise dos sistemas de direção e frenagem é essencial para confirmar ou descartar defeitos.
Também é analisada a ausência de marcas de frenagem no asfalto, conforme dados da PM e relatos de testemunhas. Caso não haja defeitos no carro, novas linhas de apuração podem considerar distração do condutor, como uso de celular, entre outros fatores.
Cenário processual e desdobramentos
Enquanto os laudos são concluídos, a família de Mariana planeja o sepultamento, marcado para esta quinta-feira em São Paulo. O motorista colaborou com as investigações, não apresentando sinais de alteração, e, por ora, responde ao processo em liberdade.
A reportagem não divulga informações pessoais ou contatos não oficiais, mas credita as informações à autoridade policial e aos especialistas consultados.Os laudos técnicos e as análises jurídicas continuam em andamento, com o objetivo de esclarecer as circunstâncias do acidente.
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