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National Trust aponta 11 lugares históricos dos EUA em risco, incluindo Trump

National Trust lista onze lugares históricos dos EUA mais ameaçados, incluindo Stonewall National Monument e o President’s House Site, com subsídio único de $25,000 para preservação

Pride flags along an iron gate.
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  • A National Trust for Historic Preservation divulgou a lista anual “11 lugares históricos mais ameaçados da América”, incluindo locais alvo da segunda administração Trump, com foco na 250ª aniversário dos EUA.
  • Cada site selecionado recebe um financiamento único de 25 mil dólares para proteger os patrimônios e contar suas histórias de igualdade.
  • Entre os locais, destacam-se o Monumento Nacional Stonewall, em Nova York, considerado berço do movimento pelos direitos LGBTQIA+, e o site da President’s House, em Filadélia, antigo lar presidencial.
  • Outros pontos citados incluem o Women’s Rights National Historical Park (Nova York), a Detroit Association of Women’s Clubs, o Ben Moore Hotel (Montgomery, Alabama) e o Tule Lake Segregation Center (Califórnia).
  • A lista também aborda áreas como El Corazón Sagrado de la Iglesia de Jesús (Texas), Swansea Friends Meeting House (Massachusetts) e zonas como Angel Island (Califórnia), Hanging Rock (Carolina do Sul) e Greater Chaco Cultural Landscape (quatro estados), destacando a urgência de preservação e financiamento.

A National Trust for Historic Preservation divulgou a lista anual “America’s 11 Most Endangered Historic Places”, destacando locais com risco de perda de patrimônio. A edição deste ano, marcada pela celebração de 250 anos dos EUA, reforça a ideia de que “todos são criados iguais” e oferece uma parcela de US$ 25 mil para cada site manter sua memória.

Entre os escolhidos, dois estão na mira da atual administração: o Stonewall National Monument, em Nova York, reconhecido como berço do movimento pelos direitos LGBT, e o President’s House Site, em Filadélfia, que abriga a antiga residência presidencial. O relatório aponta ameaças históricas de desenvolvimento e de políticas públicas que fragilizam esses espaços.

Em janeiro, o Serviço Nacional de Parques removou placas que reconheciam os seus trabalhadores escravizados, no President’s House Site, para alinhamento com uma ordem executiva de 2025. A ação gerou críticas entre historiadores e comunidades locais, preocupadas com a preservação da memória histórica.

Em fevereiro, o National Park Service retirou a bandeira do Orgulho no Stonewall, substituindo-a pela bandeira dos EUA. A mudança, segundo um memorando do Interior, era motivada por diretrizes que restringem bandeiras não ligadas ao órgão. Indeferentes, autoridades de Nova York moveram-se para reinstalar a bandeira.

Um processo movido por organizações sem fins lucrativos pediu a restauração da bandeira do Orgulho, defendendo que a remoção violaria leis federais que autorizam bandeiras de confederação em alguns locais históricos. Em abril, o governo federal concordou com um acordo para manter a bandeira em definitivo no local.

A lista inclui ainda o Women’s Rights National Historical Park, em Seneca Falls, Nova York, que abriga a Declaração de Sentimentos de 1848 e enfrenta atraso de manutenção de US$ 10 milhões. Também aparecem o Detroit Association of Women’s Clubs, o Ben Moore Hotel, em Montgomery, e o Tule Lake Segregation Center, na Califórnia, com diferentes necessidades de preservação.

Outros espaços citados abrangem o El Corazón Sagrado de la Iglesia de Jesús, no Texas, que busca financiamento para transformar-se em centro comunitário, e o Swansea Friends Meeting House, em Massachusetts, que requer reformas para funcionar como espaço comunitário. A lista reafirma a diversidade de comunidades historicamente marginalizadas.

Segundo a National Trust, algumas áreas já receberam proteção parcial, mas demandam recursos adicionais para consolidar a preservação diante de pressões de desenvolvimento. O conjunto também destaca áreas como a Angel Island Immigration Station, a Hanging Rock e o Greater Chaco Cultural Landscape, com desafios de proteção permanente e riscos de expansão econômica.

Carol Quillen, presidenta e CEO da organização, enfatizou a dupla função da iniciativa: celebrar a história de igualdade e incentivar ações de proteção diante de ameaças de erodição, negligência ou mudanças políticas. A entidade mantém o objetivo de transformar esses locais em lições contínuas sobre a construção de uma nação mais inclusiva.

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