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Ranking aponta cidades com melhor e pior qualidade de vida no Brasil

Gavião Peixoto (SP) é tricampeão do Índice de Progresso Social da IPS Brasil, com 73,10 pontos; Uiramutã (RR) tem a pior avaliação

Nota da cidade de 4,7 mil habitantes é de 73,10 em uma escala que vai de 0 a 100.
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  • Gavião Peixoto (SP) é tricampeão brasileiro em qualidade de vida, com 73,10 pontos numa escala de 0 a 100, em cidade com cerca de 4,8 mil habitantes.
  • Uiramutã (RR) tem a pior avaliação, com 42,44 pontos, repetindo a menor nota do ano anterior.
  • Entre as vinte melhores, a maioria fica no Sudeste (quase todos em São Paulo), com Jundiaí em destaque; Curitiba e Brasília são as únicas capitais entre as melhores.
  • Entre as vinte piores, 17 ficam na região Norte, sendo o Pará o estado com mais municípios nessa faixa.
  • O IPS Brasil aponta média nacional de 63,40 pontos e ressalta que riqueza por si só não explica qualidade de vida, destacando desigualdades e desafios em inclusão social e oportunidades.

O IPS Brasil 2026 aponta Gavião Peixoto (SP) como o melhor município brasileiro, pela terceira vez. A cidade, com cerca de 4,8 mil habitantes, atingiu 73,10 pontos em uma escala de 0 a 100. O levantamento considera 57 indicadores sociais. O resultado destaca desigualdades regionais acentuadas no país.

Entre as 20 melhores posições, 13 ficam na região Sudeste, com 12 cidades de São Paulo. Jundiaí tem 71,80 pontos, Oswaldo Cruz e Pompéia aparecem empatadas com 71,76. Curitiba e Brasília aparecem entre as capitais com melhor desempenho.

Entre as 20 piores, 17 estão na região Norte, com 10 municípios no Pará. Outras três ficam no Mato Grosso do Sul, Maranhão e Minas Gerais. Uiramutã (RR) tem a menor nota, 42,44, repetindo o pior resultado de 2025. Jacareacanga (PA), Alto Alegre (RR) e Portel (PA) aparecem entre os pior ranqueados.

Desempenho das capitais

Curitiba lidera o ranking entre as capitais, com 71,29 pontos. Brasília, São Paulo, Campo Grande e Belo Horizonte aparecem logo atrás. Macapá e Porto Velho ocupam as últimas posições entre as capitais, com Porto Velho registrando 58,59 pontos, a menor pontuação.

A diferença entre a capital com melhor desempenho e a com menor pontuação supera 12 pontos, evidenciando variações significativas no progresso social entre as Capitais.

O que o IPS avalia

O índice mostra que a média nacional ficou em 63,40 pontos, com melhora modesta em relação ao ano anterior. A dimensão com melhor desempenho foi Necessidades Humanas Básicas (74,58), seguida por Fundamentos do Bem-estar (68,81). O menor resultado ficou com Oportunidades (46,82).

Entre os 12 componentes, Moradia teve a maior pontuação média (87,95) e Acesso à Educação Superior ficou em 45,97. O documento aponta fragilidades na Inclusão Social, com queda desde 2024, refletindo desafios como baixa representatividade em câmaras municipais e violência contra minorias.

Região, estados e parcerias

O estudo indica que o Distrito Federal lidera o desempenho no Centro-Oeste, São Paulo no Sudeste e Santa Catarina no Sul. O Pará, Maranhão e Acre aparecem entre os últimos no conjunto estadual. O IPS Brasil 2026 é fruto de parceria entre Imazon, Fundação Avina e outras iniciativas, utilizando dados públicos atualizados anualmente.

A ferramenta permite acompanhar tendências, orientar políticas públicas e direcionar investimentos sociais. O índice reforça que riqueza por si só não explica qualidade de vida, destacando a importância de políticas efetivas na conversão de recursos em serviços para a população.

Melhor município em perspectiva histórica

Gavião Peixoto, com histórico de assentamento rural, ganhou impulso com a instalação da Embraer em 2001. Localizada entre São Carlos e Araraquara, a cidade ficou conhecida pela atuação em políticas públicas voltadas ao bem-estar. O prefeito Adriano Marçal comenta que o reconhecimento reforça o compromisso com práticas públicas eficientes.

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