- Ubuntu Core 26 oferece um Linux imutável com suporte até 2041, pensado para IoT e edge computing na União Europeia, com atualizações over‑the‑air mais eficientes via formato delta de snaps.
- O sistema entrega tudo em snaps e traz o build system Chisel, com definição de slices para reduzir o footprint e melhorar a rastreabilidade de componentes.
- Novidades de segurança incluem chaves de encriptação seladas no cabeçalho LUKS2 e integração nativa com OP‑TEE, aumentando a proteção em ARM TrustZone.
- Livepatch chega a mais da família Core (ARM64 e AMD64), permitindo atualizações do kernel sem reboot para dispositivos críticos.
- No front gráfico, o Ubuntu Frame passa a suportar várias apps em uma tela, com melhorias de desempenho gráfico e extensão Snapcraft para facilitar integração.
Ubuntu Core 26 chega com Linux imutável para dispositivos de borda e IoT na UE, prometendo maior segurança e governança. A Canonical lança a versão com 15 anos de suporte, voltada a operações críticas e cargas de AI de baixa latência.
A empresa destaca que o Core transforma o Ubuntu regular em um sistema mínimo e containerizado, com kernel, base do OS e apps fornecidos como snaps. O foco são dispositivos que exigem gestão remota e atualizações OTA robustas.
Canonical afirma que o Core 26 é mais difícil de comprometer, com cadeia de boot verificada e snaps assinados. Regulamentos da UE, como o CRA, impulsionam a necessidade de proveniência dos componentes e estabilidade de longo prazo.
Otimização de provisionamento e atualização
Um formato delta aprimorado reduz o tamanho de OTA entre 50% e 90% para a maioria dos snaps. A base do Core encolhe de aproximadamente 16 MB para 1,5 MB, acelerando o primeiro boot e a implantação em grandes frotas de dispositivos.
Outra novidade é o caminho de instalação baseado em initramfs, que evita reboot desnecessário, tornando a provisionamento inicial mais rápido e previsível para grandes lançamentos.
Chisel e integridade de software
O Core 26 apresenta o sistema de build Chisel, que extrai fatias específicas de pacotes para criar imagens menores e mais seguras. O modelo permite rastreabilidade maior de componentes e dependências, facilitando triagem de vulnerabilidades.
No bootloader, a configuração do u‑boot foi consolidada em uma única partição com suporte a ambiente redundante, aumentando a confiabilidade de atualizações e recuperações.
Segurança e criptografia
Na camada de criptografia, chaves protegidas por TPM passam a ficar diretamente no cabeçalho do LUKS2. A integração nativa com OP‑TEE traz proteção de chaves via ARM TrustZone para dispositivos embarcados, reduzindo riscos de comprometimento de chaves.
Opções como sealing de chaves no Trusted Execution Environment fortalecem a segurança durante o uso e a atualização de dispositivos.
Implantação e suporte ampliado
A expansão do Livepatch para mais componentes do ecossistema Core permite atualizações de kernel sem reboot, com suporte oficial para ARM64 e AMD64 em toda a linha desde Core 20. A oferta visa atender prazos de correção de vulnerabilidades sem interromper dispositivos de borda.
No aspecto gráfico, o Ubuntu Frame, servidor gráfico para aplicações embarcadas, ganhou suporte a múltiplos apps em uma mesma tela, layouts configuráveis e um lançador de acessibilidade. Interfaces de hardware gráfico avançadas facilitam workloads intensivos.
Responsabilidade e conformidade
A Canonical assume responsabilidades de fabricante sob o CRA, mantendo suporte de segurança a longo prazo para módulos centrais, monitoramento de CVEs e coordenação de divulgação. O objetivo é definir limites de responsabilidade entre a empresa, fabricantes e fornecedores de apps.
Fontes indicam que, para vender dispositivos IoT ou de borda na UE, o Ubuntu Core 26 atende aos requisitos de conformidade, integração e atualização contínua, com foco na confiabilidade e na gestão segura de grandes frotas.
Entre na conversa da comunidade