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Cloneei a mim mesmo com o avatar da Gemini; resultado idêntico e inquietante

Recurso de avatares no Google Gemini cria clones digitais realistas, gerando vídeos com o próprio rosto; levanta preocupações sobre deepfakes não consensuais

A macro closeup photograph shows the Google Gemini AI application icon on a smartphone screen set against a dark background.
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  • O autor tem assinatura Google AI Pro por $20 ao mês e gerou dois vídeos de 10 segundos usando o recurso Avatares do app Gemini, alimentado pelo modelo Omni, com a própria likeness.
  • A criação do avatar levou cerca de cinco minutos, incluindo leitura de números e ajustes de cabeça; o resultado é uma reprodução fotorealista do usuário em vídeos.
  • Um clipe o mostra cantando feliz aniversário para um dinossauro em Dolores Park, San Francisco, enquanto o outro o coloca surfando sob a Golden Gate Bridge; houve imperfeições e outfits inusitados.
  • O recurso permite apenas o uso do próprio avatar adulto; diferentemente de algumas plataformas, não há opção de autorizar outros a criar vídeos com sua imagem.
  • Frente ao aumento de deepfakes não consentidos, a Google diz priorizar a segurança com controles, e a gerente de produto Nicole Brichtova afirma que a intenção é evitar danos sem bloquear usos inofensivos.

O jornalista testou a ferramenta Avatar do Gemini, da Google, para criar vídeos com um clone digital de si mesmo. O recurso, disponível para assinantes, usa o modelo Omni para gerar imagens realistas a partir de uma avanação de rosto e fala. O experimento resultou em clipes de cerca de 10 segundos.

A produção foi feita dentro da assinatura Google AI Pro, com limites de uso que se atualizam a cada cinco horas. Após configurar o avatar, o autor gerou dois vídeos: um em que canta para um dinossauro em San Francisco e outro surfando sob a Golden Gate Bridge. Os clipes impressionaram pela semelhança, mas provocaram sensação de estranheza.

Como funciona a geração de avatares

O processo começa com a montagem do avatar em ambiente bem iluminado, com a câmera do celular capturando o rosto e uma sequência de números para calibrar a identificação. Em poucos minutos, aparece a réplica digital pronta para ser usada em vídeos gerados por IA.

Os primeiros clipes mostram o avatar interagindo com cenários reais, cuja geografia é, em boa parte, reconhecível. A fidelidade varia, com detalhes como dentes e gestos próximos da realidade, ainda que haja falhas pontuais na movimentação.

Questões de uso e segurança

Google afirma que a ferramenta prioriza a segurança e evita danos, citando medidas de proteção ao uso de avatares por adultos apenas. A empresa ressalta que o objetivo é habilitar usos benignos, sem esclarecer todas as salvaguardas aplicadas.

Profissionais destacam que ferramentas de deepfake baseadas em avatares podem ser exploradas de forma inadequada, especialmente em conteúdos visuais sensíveis. O uso responsável e a transparência sobre a criação dos vídeos permanecem em debate.

Impressões do usuário

Mesmo com falhas, o clone digital transmite uma sensação de presença contínua. A experiência reforça que o avatar pode atuar como estrela de conteúdos gerados por IA, com capacidade de estar em diferentes cenários sem fisicamente estar presente.

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