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Como atuam gangues quebra-vidro na Bela Vista, centro de São Paulo.

SSP intensifica ações contra gangues quebra-vidro na Bela Vista, mirando viadutos e horários de pico após alta de furtos no primeiro trimestre

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  • A Bela Vista, no centro de São Paulo, teve alta de furtos no primeiro trimestre, com 1,1 ocorrência e aumento de 3,5% em relação ao mesmo período de 2025, segundo o Radar da Criminalidade.
  • Gangues “quebra-vidro” atuam principalmente em horários de trânsito, mirando motoristas no Viaduto Julio de Mesquita Filho, na Rua Manoel Dutra e na Avenida Nove de Julho.
  • O pico de atuação ocorre entre 18h e 21h, especialmente às terças-feiras, quando há maior circulação de veículos.
  • A Secretaria da Segurança Pública informa queda de 8,88% nos furtos na área da 1ª Seccional (Bela Vista) no primeiro trimestre, com 1.679 suspeitos presos ou apreendidos e 51 armas retiradas de circulação.
  • A Polícia Militar realizou operações de grande escala para enfrentar a modalidade, como a Impacto Media Urbs II, com cerca de 900 policiais, 290 viaturas e apoio aéreo, visando ampliar o patrulhamento e ações em vias centrais e outras regiões.

A BelA Vista, no centro de São Paulo, viveu incremento de furtos entre janeiro e março, segundo o Radar da Criminalidade. Em 1º trimestre, ocorreram 1,1 incidentes por mês, com alta de 3,5% frente ao mesmo período do ano anterior. A área foi a única do centro a registrar elevação.

Os casos são atribuídos a gangues chamadas quebra-vidro, que visam motoristas e passageiros parados no trânsito. Principais pontos de atuação identificados pela polícia incluem a Rua Manoel Dutra, a Praça 14 Bis, a Avenida Nove de Julho e o Viaduto Julio de Mesquita Filho.

Além do centro, a pasta destaca que a região da 1ª Seccional, que abrange a Bela Vista, registrou queda de 8,88% nos furtos no primeiro trimestre, com 1.679 suspeitos presos ou apreendidos e 51 armas retiradas de circulação. O monitoramento é contínuo para orientar ações.

Ações de combate e padrões operacionais

A Polícia Militar realizou, no mês anterior, a Operação Impacto Media Urbs II, com cerca de 900 policiais, apoio de 290 viaturas, três blindados e uma aeronave, visando coibir a modalidade. Em março, outra megaoperação prendeu ao menos 70 suspeitos envolvidos com quebra-vidros.

As autoridades apontam aumento no patrulhamento em áreas centrais e também em regiões periféricas, como a Baixada do Glicério. O uso de motocicletas facilita o deslocamento rápido dos agentes, que podem descer barrancos e cobrir corredores opostos. O objetivo é ampliar os dispositivos de resposta.

Perfis, horários e adaptação das vítimas

Mapeamentos indicam maior incidência no fim da tarde, entre 18h e 21h, principalmente em dias de maior circulação de veículos. A terça-feira registra mais ocorrências nesse intervalo, segundo a polícia. Casos têm se espalhado para além do centro, alcançando zonas norte, Perdizes e Vila Mariana.

Vítimas relatam que as ações são rápidas: assim que percebem a abordagem, os criminosos já se afastam, levando celulares e causando ferimentos em alguns casos. A orientação policial é que essas ocorrências sejam classificadas como roubo, devido à violência empregada.

Impactos na rotina e percepções locais

Moradores e profissionais da região relatam mudanças de trajeto para evitar áreas de risco. Um advogado de Perdizes mencionou alterações no caminho para casa devido às ocorrências no Viaduto Julio de Mesquita Filho, adotando medidas como evitar deixar aparelhos visíveis e usar películas antifurto no veículo.

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