- Em vinte e um de maio de 2026, Deolane Bezerra foi presa em São Paulo durante operação do Ministério Público e da Polícia Civil contra lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital, ligada a uma transportadora da cúpula da facção.
- O histórico envolve ocorrências anteriores, como buscas e apreensões em julho de 2022 na mansão de Alphaville, ligadas a uma empresa de apostas e a lavagem de dinheiro, com apreensão de dois carros de luxo.
- Em fevereiro de 2024, a influenciadora ficou sob investigação no Rio de Janeiro após postar fotos com o cordão de um chefe do tráfico da Maré, o que levou a apurações sobre possível ligação com o tráfico.
- Em setembro de 2024, foi presa preventivamente em Recife durante a Operação Integration, que mirava esquema de lavagem de dinheiro e jogos de azar ilegais; bens de luxo foram sequestrados e, posteriormente, houve habeas corpus.
- No início de 2026, a Justiça Federal assumiu o caso, transferindo as investigações para a Polícia Federal, que passou a apurar a participação da atriz na rede de lavagem ligada ao PCC; a operação Narco Fluxo também cita buscas a Giliard Vidal dos Santos e a um contador.
Deolane Bezerra, influencer e advogada, foi novamente presa nesta quinta-feira (21) em São Paulo. A ação ocorre durante operação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e da Polícia Civil contra lavagem de dinheiro ligada ao PCC. A investigação aponta uma transportadora de Presidente Venceslau como instrumento da lavagem. A prisão ocorre logo após seu retorno ao Brasil, vindo de Roma.
Ela estava ausente do país nas últimas semanas, e chegou a ter o nome incluído na Difusão Vermelha da Interpol. A versão oficial indica que a operação mira permitir o rastreio de recursos usados pela cúpula criminosa. Além de Deolane, há buscas contra outros investigados.
Acompanham a ação investigações relacionadas a crimes contra economia popular e lavagem de dinheiro associadas ao PCC. A transportadora citada é apontada como elemento central do esquema investigado.
Histórico de investigações
Em julho de 2022, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão na mansão de Deolane em Alphaville. A ofensiva avaliava crimes contra economia popular ligados a uma empresa de apostas esportivas. Dois carros de luxo foram apreendidos na ocasião.
Em fevereiro de 2024, Deolane passou a ser alvo de um inquérito no Rio de Janeiro. Ela publicou fotos com um cordão do traficante Thiago da Silva Folly, o TH, na Maré. A polícia investigou possível associação ao tráfico de drogas.
Em setembro de 2024, Deolane foi presa preventivamente em Recife, na Operação Integration. O esquema envolvia lavagem de dinheiro e jogos de azar ilegais, com movimentação estimada em torno de R$ 2 bilhões. Bens de luxo foram sequestrados; houve habeas corpus posteriormente.
No início de 2026, a Justiça Federal passou a conduzir o caso, transferindo o inquérito da esfera estadual para a Polícia Federal. A mudança ocorreu após reavaliação de competências, visando maior apuração do caso.
Desdobramentos recentes
Em abril de 2026, surgiram informações sobre atuação da Polícia Federal em nova frente, a Operação Narco Fluxo. A investigação envolve suposta participação de Deolane em rede que usava o meio artístico para lavar recursos de tráfico internacional de drogas e apostas clandestinas.
Em maio de 2026, a ação de hoje se soma a outras frentes abertas contra a influenciadora. A Polícia Federal já aponta que a conta bancária associada à investigada pode ter funcionado como passagem de recursos para uma organização criminosa suspeita de envio de cocaína ao exterior. Além de Deolane, também são alvos buscas de outros envolvidos.
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