- Deolane Bezerra, advogada, empresária e influenciadora com milhões de seguidores, foi presa pela segunda vez nesta quinta-feira em São Paulo, no âmbito da Operação Vérnix.
- A investigação aponta esquema de lavagem de dinheiro ligado a uma transportadora de cargas sob controle da cúpula do PCC, para ocultar a origem ilícita dos recursos.
- Serão cumpridos seis mandados de prisão preventiva, além de buscas e apreensões; a prisão ocorreu após ela retornar de viagem à Itália e ser detida na residência em Alphaville, Barueri.
- A defesa de Deolane negou envolvimento em atividades ilícitas; o governo de São Paulo confirmou a prisão e o MPSP deve detalhar o caso em coletiva.
- Anteriormente, a influenciadora já teve envolvimento com polêmicas judiciais e investigações, inclusive com prisão em Pernambuco em 2024 durante a operação relacionada a lavagem de dinheiro e apostas ilegais.
Deolane Bezerra, advogada criminalista, empresária e influenciadora, foi presa pela segunda vez nesta quinta-feira (21/5), em São Paulo. A detenção aconteceu no âmbito da Operação Vérnix, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo. A suspeita envolve lavagem de dinheiro por meio de empresas de transporte de carga associadas à facção PCC.
A prisão ocorreu após a influenciadora retornar de uma viagem à Itália, na tarde de quarta-feira (20/5). O endereço de busca foi a residência de Deolane, localizada em Alphaville, Barueri, na Região Metropolitana de São Paulo. A defesa negou qualquer envolvimento com atividades ilícitas.
O governo de São Paulo confirmou a ação. O MPSP informou que autoridades cumprem seis mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão. A denúncia aponta que uma transportadora ligada à cúpula do PCC seria usada para ocultar a origem de recursos.
Vérnix: o que envolve o esquema
Segundo o portal G1, as investigações sugerem que o esquema de lavagem envolvia transferências entre a transportadora e familiares do líder da facção, Marco Herbas Camacho, o Marcola. Contas associadas a Deolane teriam sido utilizadas nesse fluxo financeiro.
Também houve indicação de operações com Everton de Sousa, conhecido como Player, apontado como operador financeiro da organização criminosa. Player foi preso durante a mesma ação desta quinta-feira, segundo os trabalhos da apuração.
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