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Facções criminosas passam a controlar torcidas no Brasil

Facções como Comando Vermelho e PCC ganham controle de torcidas, destituem líderes e proíbem brigas para evitar operações policiais e manter negócios

Integrantes de torcidas organizadas foram presos em Fortaleza. (Foto: PMCE/Divulgação)
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  • Facções criminosas como Comando Vermelho e PCC estão assumindo o comando de torcidas organizadas no Brasil, ditando regras para evitar operações policiais em comunidades.
  • No Ceará, presidentes das duas maiores torcidas renunciaram em vídeos; circulou na internet uma ordem do Comando Vermelho proibindo novas brigas no estado.
  • As facções mantêm diálogo com torcidas para controlarem território, já que integrantes podem atuar em ambos os ambientes.
  • A proibição de brigas entre torcidas funciona como regulador de violência para proteger interesses econômicos, com ordens superiores para encerrar hostilidades.
  • Há indícios de infiltração criminosa em diretorias de torcidas, com casos investigados em São Paulo envolvendo a Mancha Verde e ligações com o PCC; estima-se que quase quatrocentas pessoas tenham morrido em conflitos ligados ao futebol desde mil novecentos e oitenta e oito.

Facções criminosas como o Comando Vermelho e o PCC estão assumindo o comando de torcidas organizadas no Brasil, impondo regras para evitar operações policiais em comunidades. Mudanças no Ceará e episódios em São Paulo mostram o estreitamento de vínculos entre crime organizado e torcidas, com destituição de líderes e proibição de brigas.

Nos últimos meses, no Ceará, após confrontos entre torcedores do Fortaleza e do Ceará, os presidentes das duas maiores organizadas renunciaram em vídeos. Ordens atribuídas ao Comando Vermelho circularam pela internet proibindo novas brigas no estado, sob a justificativa de reduzir a atuação policial nas comunidades.

Relação entre torcidas e crime organizado

As torcidas, com estruturas próprias dentro de comunidades, passaram a dialogar com quem manda no território. Além disso, há casos de indivíduos que transitam entre facções e torcidas, atuando como membros de uma organização e como torcedores atuantes.

Motivo das proibições de brigas

O crime organizado atua como regulador de violência para proteger interesses econômicos. Brigas entre rivais atraem ações policiais que dificultam o tráfico e outras atividades ilícitas, levando as facções a emitir salves para conter hostilidades.

Infiltração e riscos

Há indícios de infiltração em diretorias de torcidas, com investigações em andamento. Em São Paulo, a morte de um fundador da Mancha Verde em 2017 é citada como possível desentendimento envolvendo a entrada de um ligado ao PCC na diretoria, o que facilita lavagem de dinheiro e controle político por meio das estruturas das torcidas.

Evolução histórica e perfil dos envolvidos

As torcidas surgiram entre 1940 e 1950 como grupos festivos, ganharam organização hierárquica nas décadas seguintes e viraram ambientes de violência crescente nos anos 80. Hoje, jovens entre 18 e 30 anos buscam identidade nesses grupos, que permanecem ativos em várias regiões.

Conteúdo produzido pela equipe da Gazeta do Povo com apuração local. Para aprofundar, consulte a reportagem completa citada pelos editores.

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