- A Justiça de São Paulo decretou a prisão preventiva de Deolane Bezerra, influenciadora e advogada, por suspeitas de ligação com o PCC e lavagem de dinheiro.
- A investigação aponta patrimônio incompatível com rendimentos declarados e “vultosas movimentações financeiras” associadas a um estilo de vida luxuoso.
- Existem indícios de recebimentos de uma transportadora de valores ligada ao PCC, considerados operações de lavagem de dinheiro.
- O relatório cita estruturas de empresas de Deolane com endereços residenciais simples no interior paulista e uso de um mesmo contador, com endereços que sugerem veículos de lavagem.
- A operação cumpriu mandados também contra Marcola, chefe da facção, o irmão dele e dois sobrinhos; Deolane foi presa após retornar de viagem internacional à Itália.
O Ministério Público de São Paulo e a Polícia Civil indicam que o patrimônio da influenciadora e advogada Deolane Bezerra é incompatível com seus rendimentos declarados e pode ter origem na lavagem de dinheiro relacionada ao PCC. A defesa não foi localizada até o fechamento deste texto.
A investigação aponta diversas movimentações financeiras vultosas e um estilo de vida ostentoso, com viagens internacionais, carros de luxo e aeronaves. Segundo a Justiça, há indícios de operações de lavagem por meio de empresas ligadas a Deolane.
A decisão de prisão preventiva foi cumprida na quinta-feira, 21, em Barueri, na região metropolitana de São Paulo. A influenciadora havia acabado de retornar de uma viagem à Itália.
Além de Deolane, a operação mira o chefe do PCC, Marcola, já preso, o irmão dele e dois sobrinhos. Os mandados também atingem empresas associadas às atividades investigadas, com indícios de uso de estruturas empresariais para favorecer o tráfico de capitais.
Medidas e desdobramentos
A investigação cita registros do COAF e a quebra de sigilos que apontam as movimentações. As empresas citadas, entre elas Bezerra Publicidade e Comunicação Ltda. e Deolane Bezerra Holding Participações Ltda., teriam endereços residenciais simples no interior paulista.
O relatório indica que as mesmas estruturas empresariais compartilham imóveis, contadores e endereços sem atividade operacional verificada. A polícia aponta que esse padrão reforça a hipótese de atividades ilícitas conectadas ao financiamento do PCC.
Deolane já havia sido presa em 2024 em outra linha de investigação envolvendo plataformas de apostas online. A nova ação judicial mantém o foco na relação entre patrimônio, renda declarada e possível lavagem de dinheiro.
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