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Nova residência ajuda artistas indígenas a criar arte em néon

Nova residência Native Neon abre portas para artistas indígenas criarem em néon, com apoio da Lite Brite; a primeira participante é Sarah Rowe

View of a studio with various neon works all around and a skylight above.
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  • A Walker Youngbird Foundation lançou a residência Native Neon em parceria com o Lite Brite Neon Studio, em Kingston, Nova York, para artistas nativos sem experiência prévia em néon.
  • A primeira residente é Sarah Rowe (Ponca Tribe of Nebraska), conhecida por pintura e instalação, que explorará identidade, ecologia e história visual nativa em néon.
  • A seleção saiu de mais de cem candidaturas; os artistas recebem orientação para traduzir sua prática para um formato novo, sem exigir uma visão prévia do produto final.
  • A residência tem valor aproximado de R$ 50 mil por ciclo, com a maior parte destinada à fabricação em néon, além de passagem, hospedagem e um stipend de R$ 10 mil; a obra fica com o artista, incluindo direitos de propriedade intelectual.
  • Cada artista ficará entre sete e dez dias no estúdio, com encontros de planejamento antes da chegada para familiarizar-se com o meio.

A Walker Youngbird Foundation, organização nativa de apoio a artistas indígenas, lançou uma residência dedicada a artistas que nunca trabalharam com neon. A parceria é com o Lite Brite Neon Studio, em Kingston, Nova York. O objetivo é viabilizar a criação de uma nova peça na linguagem neon.

A residência Native Neon seleciona um artista indígena que não possuía experiência prévia no meio. A primeira artista escolhida é Sarah Rowe, do Ponca Tribe of Nebraska. Ela trabalha principalmente com pintura e instalação, explorando identidade, ecologia e reinterpretação de histórias visuais nativas.

A seleção ocorreu entre mais de 100 candidaturas. Em vez de exigir um projeto pronto em neon, a curadoria pediu que os candidatos descrevessem como imaginariam traduzir sua prática para o novo formato. A ideia é manter a produção como processo colaborativo.

Como funciona a residência

O programa tem valor estimado em cerca de US$ 50 mil por ciclo, com a maior parte destinada à fabricação da obra, além de passagens, hospedagem e um stipend de US$ 10 mil para o artista. Cada artista ficará de 7 a 10 dias no estúdio, com reuniões de planejamento antes da chegada.

O projeto também garante a propriedade da obra e os direitos de propriedade intelectual ao artista, além do custo de envio da peça de volta ao seu local de base. O objetivo é oferecer tempo e infraestrutura para experimentar sem compromissos prematuros.

Watt atua como conselheira principal da Native Neon, orientando sobre a tradução da prática ao neon e fortalecendo o conteúdo técnico do processo. A iniciativa faz parte de um conjunto de ações da fundação voltadas a apoiar a criação, a circulação e a formação de artistas nativos.

A Walker Youngbird Foundation busca ampliar a visibilidade institucional de artistas indígenas, com apoio a bolsas, projetos comunitários e aquisições por museus. A meta é reduzir barreiras de entrada em espaços e meios onde a presença indígena ainda é insuficiente, incluindo o neon.

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