- Ministério Público e a Polícia Civil prenderam Deolane Bezerra, em Barueri (Grande São Paulo), em investigação que começou em 2019 após bilhetes encontrados na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau.
- Os bilhetes indicam que Marco Camacho, o Marcola, e o irmão Alejandro davam ordens para lavar dinheiro do PCC, com uma transportadora próxima à penitenciária servindo de fachada e comunicação via Paloma e Leonardo Camacho.
- A Justiça decretou prisão preventiva de Paloma e Leonardo, além de manter a gravidade para Marcola e Alejandro; eles podem ter penas aumentadas por estarem presos.
- O Ministério Público afirma que a fama e as empresas de Deolane eram usadas para dar aparência de legalidade ao dinheiro da facção; houve bloqueio de R$ 357 milhões nas contas dos alvos e apreensão de 39 veículos, sendo R$ 27 milhões em contas de Deolane.
- A investigação aponta ainda movimentação de R$ 716 mil para contas das empresas de Deolane por meio de um banco de crédito na Bahia, com participação de um “laranja”; áudio mostra repasse de valores, e Everton de Souza, conhecido como “Player”, afirma inocência.
- No fim da tarde, Deolane foi transferida para a Penitenciária Feminina de Santana, na Zona Norte de São Paulo.
O Ministério Público de São Paulo e a Polícia Civil prenderam a advogada e influenciadora Deolane Bezerra suspeita de lavar dinheiro para a cúpula do PCC em São Paulo. A operação foi realizada na residência da empresária, em Barueri, na Grande São Paulo, nesta quinta-feira (21).
A investigação, iniciada em 2019, partiu de bilhetes encontrados no sistema de esgoto da Penitenciária 2 de Presidente Venceslau. Segundo as autoridades, Marcola e o irmão Alejandro davam ordens para ocultar recursos ilícitos por meio de uma transportadora usada como fachada.
Paloma e Leonardo Camacho, filhos de Alejandro, aparecem como interlocutores das ordens, segundo documentos apreendidos. Há menções a um suposto banco de crédito na Bahia, com a utilização de um laranja para operar contas com renda mensal limitada.
Desdobramentos e responsabilidades
O Ministério Público aponta que a fama e as empresas de Deolane serviam para dar aparência de legitimidade aos valores da facção. Ao todo, houve bloqueio de 357 milhões de reais, com a apreensão de 39 veículos. Do montante, 27 milhões estavam ligados diretamente a Deolane.
A investigação também aponta movimentações de 716 mil reais transferidos para contas de empresas associadas a Deolane, supostamente intermediadas pela organização criminosa. Everton de Souza, conhecido como Player, é considerado participante do esquema, segundo os autos.
O delegado Edmar Caparroz destacou que o cruzamento de dados bancários, com autorização judicial, revelou um amplo esquema de lavagem de dinheiro. A Justiça já decretou a prisão preventiva de Paloma e Leonardo, além de manter a de Marcola e Alejandro.
Deolane Bezerra foi transferida no fim da tarde para a Penitenciária Feminina de Santana, na zona norte de São Paulo. A defesa afirma que o advogado da família analisa os autos e que a Justiça será feita.
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