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Polícia afirma que Deolane abriu 35 empresas fantasmas

Polícia afirma que Deolane Bezerra abriu trinta e cinco empresas fantasmas para ocultar recursos vinculados ao Primeiro Comando da Capital na operação Vérnix

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  • A influenciadora Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira durante a Operação Vérnix, após investigações sobre possível ligação com o PCC.
  • A polícia aponta que ela abriu cerca de trinta e cinco empresas fantasmas no mesmo endereço para lavagem de dinheiro vinculada à organização criminosa.
  • Segundo os investigadores, Deolane ajudaria a dar aparência de licitude ao dinheiro ilícito, integrando os recursos à economia formal por meio de suas contas e empresas.
  • A investigação aponta vínculos próximos com o crime, incluindo encontros pessoais e moradia em bairros próximos entre Deolane, Paloma Sanches Camacho (sobrinha de Marcola) e outros investigados. Deolane aparece como representante legal ou testemunha de Everton de Souza, conhecido como “player”, que orientaria depósitos.
  • Além de Deolane, a operação mira Marcola e a família, com a influenciadora encaminhada ao Palácio da Polícia para prestar esclarecimentos; a irmã advogada sustenta que houve perseguição e questiona a presunção de culpa.

A influenciadora Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21) durante a Operação Vérnix, deflagrada após investigações que apontaram possível relação com o PCC. A polícia informou que ela teria aberto cerca de 35 empresas fantasmas no mesmo endereço para viabilizar lavagem de dinheiro vinculada à organização criminosa.

Segundo apuração do repórter Stêvão Limana, ao Bastidores CNN, Deolane seria responsável por conferir aparência de licitude aos recursos ilícitos, integrando-os à economia formal por meio de suas contas e empresas. A proximidade entre envolvidos foi destacada pela investigação, com encontros pessoais e moradia em bairros próximos.

De acordo com registros policiais, a influenciadora aparece como representante legal ou testemunha de Everton de Souza, apontado como operador financeiro apelidado de player, supostamente orientando depósitos nas contas de Deolane. A linha de investigação já havia apontado a participação dela em operações anteriores de lavagem.

Progresso da investigação e outros alvos

A operação também teve como alvo o núcleo ligado a Marcola e familiares, com prisão de familiares do líder do PCC, além de envolvidos como o irmão de Marcola e dois sobrinhos. Deolane foi conduzida ao Palácio da Polícia, em São Paulo, para esclarecimentos.

A advogada da influenciadora, Daniele Bezerra, publicou nota nas redes defendendo que a prisão configura perseguição e alegando que há ilações sem provas definitivas. A declaração sustenta que a Justiça deve seguir o devido processo legal.

Contexto e desdobramentos legais

Esta é a segunda prisão da influenciadora, que já havia sido detida preventivamente em 2024 durante investigações sobre lavagem de dinheiro e jogos de azar ilícitos. A defesa de Marcola também divulgou posicionamento público assegurando que as investigações se baseiam em indícios que precisam de contraditório e confirmação judicial.

As investigações continuam para esclarecer vínculos entre empresas apontadas e operações financeiras associadas à organização criminosa. A polícia não informou novas etapas do inquérito, que ainda tramita no âmbito policial.

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