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Policial aposentado é preso por esquema em camelódromo no Rio

Policial civil aposentado é preso por atuar em organização criminosa no camelódromo da Uruguaiana, com lavagem de dinheiro, extorsão e venda irregular de boxes

Mercado Popular da Uruguaiana, no Centro do Rio de Janeiro
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  • Um policial civil aposentado, Volner Correa dos Santos, foi preso preventivamente no dia 21 por integrar uma organização criminosa que atuava no Mercado Popular da Uruguaiana, no Centro do Rio.

  • Ele estava foragido desde maio de 2025; o mandado de prisão foi expedido pela Coordenadoria de Segurança e Inteligência do Ministério Público do Rio, em conjunto com a Corregedoria da Polícia Civil.

  • As investigações apontam que o agente era responsável pela lavagem de dinheiro da organização, usando empresas de fachada e laranjas, incluindo uma lavanderia.

  • O grupo cobrava taxas para o funcionamento dos boxes de forma violenta, com ameaças de inviabilizar negócios ou expulsar os comerciantes; também cobrava o consumo de energia de maneira arbitrária, com corte de energia até a quitação.

  • A apuração indica ainda a venda ilegal de boxes no camelódromo, que é público e depende de autorização da prefeitura; os valores variavam entre R$ 60 mil e R$ 80 mil.

Um policial civil aposentado foi preso preventivamente nesta quinta-feira, 21, por integrar uma organização criminosa que atuava no Mercado Popular da Uruguaiana, no Centro do Rio. Volner Correa dos Santos estava foragido desde maio de 2025, após operação policial contra o grupo. A ação foi coordenada pela CSI/MPRJ, em conjunto com a Corregedoria da Polícia Civil.

As investigações apontam que o agente era um dos responsáveis pela lavagem de dinheiro da organização, utilizando empresas de fachada e laranjas, incluindo uma lavanderia, para mascarar a origem dos recursos.

O grupo exigia pagamentos de taxas para o funcionamento dos boxes no camelódromo, com uso de violência e ameaças de inviabilizar negócios ou expulsar comerciantes. Também cobravam valores pelo consumo de energia de forma arbitrária; cortes de energia eram realizados e restabelecidos mediante compensação financeira.

Segundo apurações, a organização promovia a venda irregular de boxes no camelódromo, espaço público cuja cessão só pode ocorrer por ordem e autorização da Prefeitura do Rio. Os valores cobrados variavam entre 60 mil e 80 mil reais.

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