- A 4ª edição do Miss Gay Santo André foi cancelada para 2027 por falta de inscrições; apenas informações de interesse foram recebidas, nenhum participante foi confirmado.
- A organização estimava ao menos oito inscrições, com taxa de participação de 50 reais; não houve confirmação de candidatas de Santo André e São Bernardo do Campo.
- O concurso previa quatro títulos, coroas, faixas e prêmios de 500 reais para as misses, com vestido de estilista para a representante de Santo André (despesas mantidas para 2027).
- O episódio gerou debate sobre a relevância de concursos de beleza LGBTQIA+ para as novas gerações, segundo a ONG ABCDS, que aponta queda de espaços presenciais da comunidade.
- Grupos na internet questionaram o formato do Miss Gay, enquanto a organização afirma que o evento faz parte da cultura transformista e planeja ações de mobilização para 2027, incluindo redes sociais e divulgação direta.
A 4ª edição do Miss Gay Santo André foi cancelada em Santo André, com o concurso adiado para 2027 por ausência de inscrições. Segundo Marcelo Gil, da ONG ABCDS, apenas três ou quatro pessoas buscaram informações, mas nenhuma participou formalmente. Um único contato iniciou o processo, mas não concluiu a inscrição nem pagou a taxa.
A organização previa ao menos oito candidaturas. O valor de inscrição seria de R$ 50, abaixo da média de concursos similares, que costuma cobrar cerca de R$ 150. A estrutura incluiria a participação das representantes de Santo André e São Bernardo do Campo no Miss Gay Estadual, bem como coroas, faixas e prêmios de R$ 500 para as misses.
O formato da edição previa quatro títulos: Miss Gay Santo André, Miss Gay São Bernardo do Campo, Princesa Gay Santo André e Princesa Gay São Bernardo do Campo. A premiação também contemplaria um vestido de estilista para a representante de Santo André, mas parte desses itens ficou para 2027 devido à falta de demanda anunciada pela ONG.
Para a ABCDS, o episódio suscitou debate sobre o papel de concursos de beleza LGBTQIA+ para as novas gerações. Em postagem de anúncio, parte do público valorou o formato como ultrapassado, enquanto a entidade enfatiza o componente cultural ligado ao transformismo, palco e convivência. A discussão ganhou força nos comentários e gerou leituras diversas sobre o futuro dos eventos presenciais.
Em relação ao contexto regional, Gil aponta queda de espaços de convivência LGBTQIA+ no Grande ABC, com redução de baladas e encontros que dificultam a mobilização para eventos presenciais. Ele cita ainda a baixa participação na Parada do Orgulho LGBTQIA+ de Santo André em 2025 como exemplo dessa tendência.
Do ponto de vista estratégico, a ONG pretende manter o projeto no horizonte de 2027 com ações de mobilização diferentes. A ideia é investir em vídeos e divulgação mais direta, com busca ativa de participantes, buscando reconectar o público com a proposta de Miss Gay, sem desistir da memória cultural associada ao movimento.
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