- Estudo da Serasa Experian aponta que três em cada dez jovens entre dezoito e vinte e oito anos já se afastaram do trabalho por saúde mental, com quarenta e três entrevistas realizadas no final de dois mil e vinte e cinco.
- Fatores apontados incluem cobrança por desempenho, jornadas longas, insegurança profissional e desequilíbrio entre vida pessoal e trabalho, elevando o estresse crônico e o risco de afastamento.
- Cerca de seis em cada dez jovens afirmam que as empresas falam sobre saúde mental, mas apenas vinte e oito por cento se sentem confortáveis para falar no ambiente de trabalho.
- A geração Z busca flexibilidade de horários, equilíbrio entre vida pessoal e profissional, ambientes emocionalmente saudáveis e políticas reais de bem‑estar; quando não atendidas, aumenta a insatisfação e o afastamento.
- A atualização da Norma Regulamentadora nº um passou a incluir riscos psicossociais na gestão de segurança, exigindo controle de carga de trabalho, prevenção de estresse, revisão de metas abusivas, canais de apoio psicológico e ações de bem‑estar.
A Serasa Experian divulgou um levantamento sobre a entrada da Geração Z no mercado de trabalho e o impacto da saúde mental no emprego. O estudo ouviu 233 jovens com ids entre 18 e 28 anos, no fim de 2025, em várias regiões do Brasil. O dado central mostra que 3 a cada 10 já se afastaram por questões de saúde mental.
O relatório aponta pressões diversas no dia a dia profissional. Entre os fatores citados, estão cobrança intensa por desempenho, jornadas longas, insegurança sobre o futuro e desequilíbrio entre vida pessoal e trabalho. Esses elementos elevam o risco de estresse crônico e esgotamento.
A pesquisa revela ainda que o tema é tratado de forma desigual nas empresas. Cerca de 60% afirmam que há dialogue sobre saúde mental, porém apenas 28% se sentem à vontade para conversar no ambiente de trabalho. A comunicação facilita ou atrasa a busca por ajuda.
Mudanças no modelo de trabalho
A Geração Z demonstra preferência por horários flexíveis, equilíbrio entre as esferas, ambientes emocionalmente saudáveis e políticas reais de bem-estar. Quando essas expectativas não são atendidas, o afastamento tende a aumentar.
O estudo também aponta que mudanças regulatórias ganham peso. A atualização da NR-1 passou a considerar riscos psicossociais na gestão de segurança, incluindo controle de carga de trabalho, prevenção de estresse ocupacional e canais de apoio psicológico.
Observações sobre o futuro do trabalho
Os dados indicam uma transição: saúde mental deixa de ser tema secundário e ganha centralidade na relação com o emprego. A geração busca qualidade de vida e sustentabilidade emocional, enquanto as empresas precisam equilibrar produtividade e cuidado.
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