- Morreu o bispo John Ricard, aos 86 anos, no Seminário St. Joseph, em Washington, D.C., no dia 20 de maio; a Arquidiocese de Baltimore informou pelo Catholic Review.
- Ricard liderou o Congresso Nacional Católico Negro por três décadas e foi o primeiro bispo negro a servir como bispo auxiliar da Arquidiocese de Baltimore, consagrado em 2 de julho de 1984.
- Foi bispo da Diocese de Pensacola-Tallahassee, na Flórida, de 1997 até a aposentadoria por motivos de saúde em 2011.
- Foi presidente do Congresso Nacional Católico Negro de 1987 a 2017; após a aposentadoria, atuou como reitor do Seminário St. Joseph e, em 2019, foi eleito superior geral dos josefitas.
- Em vida, comentou sobre racismo nos Estados Unidos e afirmou que a Igreja pode contribuir para a cura racial, destacando a necessidade de mais trabalho nesse campo.
O bispo John Ricard, líder histórico da comunidade católica negra nos Estados Unidos, faleceu no dia 20 de maio aos 86 anos. A Arquidiocese de Baltimore confirmou a morte, ocorrida no Seminário St. Joseph em Washington, D.C.
Ricard foi bispo auxiliar de Baltimore e, em 1997, assumiu a Diocese de Pensacola-Tallahassee, na Flórida, onde permaneceu até se aposentar por motivos de saúde em 2011. Entre 1984 e 1987, ele iniciou o papel de liderança no Congresso Nacional Católico Negro, cuja presidência durou até 2017.
O religioso nasceu em Baton Rouge, Louisiana, em 29 de fevereiro de 1940, sendo um dos oito filhos. Estudou em Newburgh, Nova York, e no Seminário St. Joseph, em Washington, obtendo doutorado pela Universidade Católica da América. Ingressou aos josefitas em 1962, fez votos em 1967 e foi ordenado sacerdote em 1968.
Legado e contribuição
Ricard teve papel central na promoção de ministérios para comunidades negras dentro da Igreja Católica dos EUA. Após a carreira episcopal, atuou como reitor do Seminário St. Joseph e, em 2019, foi eleito superior geral dos josefitas, cargo que ocupou até contratar novos rumos.
O bispo também engajou-se em debates sobre raça e Igreja, destacando a necessidade de ações concretas para a cura racial nos Estados Unidos. Em entrevistas, relatou experiências de segregação vividas no Sul e ressaltou a importância de a Igreja atuar como multiplicadora de diálogo.
Conduta institucional e reconhecimento
Em nota oficial, os josefitas lembraram Ricard como líder fiel a serviços sacerdotais, educacionais e pastorais. A instituição destacou seu papel em iniciativas humanitárias e na promoção da missão josefita, especialmente junto às comunidades negras católicas. Pediram orações pelo repouso da alma do bispo.
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