- A defesa de Deolane Bezerra pediu prisão domiciliar, alegando inocência e que ela é mãe de filha menor de 12 anos; pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça de São Paulo.
- A defesa afirma que Deolane é inocente e que as medidas atuais são desproporcionais, mantendo que colaborará com a Justiça para esclarecer as atividades da advogada.
- A operação Vérnix inclui mandados de prisão contra Deolane, Marcola e parentes, com seis prisões preventivas, bloqueios de valores superiores a R$ 327 milhões, sequestro de 17 veículos e quatro imóveis.
- A investigação aponta Deolane como possível “caixa do crime organizado” do PCC, com suposta movimentação de milhões via a transportadora ligada ao grupo e uso de empresas em um esquema de lavagem.
- Em 2024, Deolane já havia sido presa na Operação Integration por jogos ilegais e lavagem de dinheiro, sendo solta 20 dias depois; a nova ação envolve continuidade do inquérito desde 2019.
A defesa da advogada e influenciadora Deolane Bezerra pediu à Justiça que a prisão preventiva seja substituída por prisão domiciliar. Ela foi presa na quinta-feira, 21 de maio de 2026, durante a Operação Vérnix, realizada pela Polícia Civil de São Paulo e pelo Ministério Público, sob suspeita de lavagem de dinheiro ligada ao PCC. A defesa afirma que Deolane é inocente e mãe de filha menor de idade.
Segundo os advogados, a defesa ingressou com habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo para afastar a custódia preventiva. A equipe sustenta que a permanência em casa é mais adequada ao estado atual do processo, citando a condição familiar da investigada. A defesa também afirma cooperação com a Justiça para esclarecer os fatos.
A operação resultou na decretação de seis prisões preventivas, bloqueios de valores superiores a 327 milhões de reais, sequestro de 17 veículos e a indisponibilidade de quatro imóveis relacionados aos investigados. Entre os alvos está Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, considerado líder da facção, que permanece preso em regime federal de segurança máxima em Brasília desde 2023.
Prisões, bloqueios e desdobramentos
A ação também atingiu familiares de Marcola, além de indicar que parte do dinheiro movimentado pelo PCC passou pela estrutura financeira ligada a Deolane. A investigação aponta que a transportadora Lado a Lado teria relação com o grupo criminoso e que recursos teriam sido repassados a terceiros, com indícios de depósitos em contas vinculadas à advogada. Autoridades ressaltam que a movimentação financeira envolveu empresas abertas pela própria Deolane, incluindo múltiplas empresas criadas em um único endereço residencial.
A investigação, que começou em 2019, teve início com a apreensão de bilhetes em uma penitenciária de Presidente Venceslau, interior paulista, indicando ordens internas do PCC e contatos com membros da alta hierarquia. Um segundo inquérito buscou identificar a relação entre uma mulher descrita como responsável pela transportadora da organização e os esquemas de lavagem de dinheiro. Deolane foi vinculada ao caso por meio de ligações com Everton de Souza, conhecido como Player, apontado como gestor indireto da transportadora envolvida.
Histórico de atuação e contexto
A polícia afirma que o dinheiro da lavagem era introduzido no sistema financeiro por meio de empresas sob a gestão de Deolane, o que, segundo a investigação, mesclava recursos ilícitos com atividade lícita. Em nota, o Ministério Público e a polícia destacam a gravidade das apurações e a necessidade de medidas cautelares para interromper o fluxo financeiro do crime organizado. Deolane já havia passado por prisão em 2024, durante outra operação relacionada a jogos de azar e lavagem de dinheiro, sendo solta 20 dias depois.
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