- A influenciadora e advogada Deolane Bezerra foi detida na Operação Vérnix, investigada por possível lavagem de dinheiro para uma facção criminosa.
- Ela se recusou a fornecer as senhas de dois celulares apreendidos em seu domicílio no condomínio Tamboré, na Grande São Paulo.
- A polícia confiscou joias, relógios, computadores e cerca de R$ 50 mil em espécie, além de quatro carros de luxo blindados.
- Dois veículos importados foram apreendidos com Éverton de Souza, contador apontado como operador financeiro, em meio a uma rede de 35 empresas de fachada.
- Deolane foi encaminhada à Penitenciária de Tupi Paulista após audiência de custódia; as declarações devem compor o relatório final para a denúncia do Ministério Público.
A influenciadora e advogada Deolane Bezerra dos Santos foi presa durante a Operação Vérnix, deflagrada pela Polícia Civil e pela Procuradoria-Geral de Justiça. Segundo as investigações, ela estaria envolvida em um esquema de lavagem de dinheiro ligado a uma facção criminosa. A prisão ocorreu após cumprimento de mandados na residência da participante, no condomínio Tamboré, na Grande São Paulo.
Durante a ação, os policiais apreenderam dois celulares de Deolane e também recolheram joias, relógios, computadores e cerca de R$ 50 mil em espécie. Os agentes ainda apreenderam quatro carros de luxo blindados pertencentes à influenciadora. Dois veículos importados foram confiscados também, conforme informações da polícia.
Éverton de Souza, contador apontado como operador financeiro do esquema, teve participação na apreensão de dois dos veículos citados. A investigação descreve uma relação estreita entre Deolane e a cúpula da organização criminosa, além de uma rede de 35 empresas de fachada registradas no interior de São Paulo.
Após audiência de custódia, a defesa manteve a prisão preventiva de Deolane. Ela foi transferida para a Penitenciária de Tupi Paulista. Nos próximos dias, a influenciadora será ouvida formalmente pela equipe de investigação.
A polícia afirma que as diligências seguirão para mapear as conversas, mídias e dados relevantes presentes nos aparelhos apreendidos. O inquérito deve embasar a denúncia que será apresentada pelo Ministério Público, conforme informou a autoridade responsável pelo caso.
Os delegados responsáveis pelo caso, Edmar Rogério Dias Caparroz e Ramon Euclides Guarnieri Pedrão, ressaltaram que a recusa em fornecer senhas não atrapalhará o andamento das apurações. Eles destacaram o emprego de tecnologia e técnicas avançadas para acessar informações dos dispositivos.
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