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Foto mostra o presídio onde Deolane Bezerra está presa

Deolane Bezerra começa detenção na Penitenciária de Tupi Paulista, em cela privativa, enquanto investigações apontam uso de depósitos fracionados para ocultar recursos

Foto: Mais Novela
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  • Deolane Bezerra teve a prisão mantida após audiência de custódia e foi transferida para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo.
  • A influenciadora está em uma cela privativa de cerca de nove metros quadrados, com ventilador, chuveiro, sanitários e dois colchões; não há berço na unidade destinada a ela.
  • A ala onde está alojada inclui proteção a detentas de grande repercussão pública; em algumas celas há berços, mas não no espaço de Deolane.
  • A operação Vérnix envolve depósitos fracionados em dinheiro, abaixo de dez mil reais, realizados entre 2018 e 2021 para ocultar recursos do Primeiro Comando da Capital, totalizando mais de um milhão de reais.
  • A polícia identificou duas empresas ligadas a Deolane com repasses de aproximadamente setecentos e dezesseis mil reais de uma instituição de fachada; houve bloqueio de vinte e sete milhões de reais do patrimônio da influenciadora e de suas empresas.

O processo envolvendo a advogada e influenciadora Deolane Bezerra ganhou contornos formais nesta sexta-feira (22). A Justiça de São Paulo rejeitou os pedidos de liberdade após audiência de custódia e a réplica foi a transferência para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior paulista.

Ao chegar à unidade, Deolane ficou em uma cela privativa de cerca de 9 m², considerada estrutura básica. O espaço conta com ventilador de parede, chuveiro, instalações sanitárias e dois colchões sobre base de alvenaria, sem privilégios.

A ala abriga detentas em situações de grande repercussão pública. Em parte das celas, há berços para mães, mas tal recurso não foi incluído no espaço destinado à influenciadora, conforme apurado pelo serviço de reportagem.

Operação Vérnix

Relatórios técnicos da investigação apontam métodos usados para dissimular recursos ligados ao PCC. O esquema envolvia depósitos fracionados em espécie, abaixo de 10 mil reais, entre 2018 e 2021, para evitar alertas do Coaf.

Ao todo, mais de 1 milhão de reais ingressaram no fluxo financeiro de Bezerra por meio dessa prática, conhecida como smurfing, segundo as apurações apresentadas à Justiça.

Bloqueio de ativos

Também foram identificadas duas empresas associadas ao nome da influenciadora que receberam repasses de cerca de 716 mil reais de um banco de fachada. Um sócio, residente na Bahia, tinha renda compatível com um salário mínimo.

Diante das informações, a Justiça decretou o bloqueio de 27 milhões de reais em ativos de Bezerra e de suas contas institucionais, por indícios de origem duvidosa e possível lavagem de dinheiro.

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