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Furtos de cabos elétricos deixam quase 23 mil sem energia em Porto Alegre

Furtos de cabos deixam 22,9 mil clientes sem energia em Porto Alegre nos primeiros quatro meses de 2026; cidade registra quase três ocorrências por dia e amplia ações de monitoramento

Foto: Divulgação / Porto Alegre 24 horas
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  • Furtos de cabos elétricos deixaram 22,9 mil clientes sem energia em Porto Alegre nos primeiros quatro meses de 2026, com queda de cerca de 15% em relação ao mesmo período de 2025, e quase três ocorrências diárias, segundo a CEEE Equatorial.
  • Regiões mais afetadas: zona norte (São Geraldo, São João, Floresta, Higienópolis) e áreas centrais (Moinhos de Vento, Auxiliadora, Montserrat, Bom Fim, Cidade Baixa), além de pontos no leste e sul da cidade.
  • A empresa ampliou ações com a Brigada Militar, a Polícia Civil e a Guarda Municipal por meio da Operação Fios e Cabos; em 2026 foram 89 operações em ferros-velhos e reciclagem, com 26 prisões por receptação.
  • Nova tecnologia de rastreamento por nanotecnologia foi adotada para identificar cabos furtados mesmo após raspagem ou derretimento, com componente invisível que reage a iluminação a laser para revelar a origem do material.
  • Parte das instalações passou a receber cabos de alumínio para reduzir o valor de revenda, e a Lei nº 15.397, sancionada em 2026, ampliou as penas de furtos envolvendo estruturas essenciais, com apenagem que pode chegar a até 12 anos de prisão.

A rede de energia de Porto Alegre sofreu furtos de cabos que interromperam o fornecimento a 22,9 mil clientes nos quatro primeiros meses de 2026. Os crimes aumentaram na zona norte e em áreas centrais, impactando bairros como São Geraldo, São João, Floresta, Higienópolis, Moinhos de Vento, Auxiliadora e Cidade Baixa. A CEEE Equatorial aponta que os furtos são responsáveis por interrupções, danos à infraestrutura e riscos à população.

Entre janeiro e abril deste ano, a cidade registrou quase três ocorrências diárias, apesar da queda de cerca de 15% frente ao mesmo período de 2025. A região central e a zona norte aparecem com maior frequência de incidência, amplificando a necessidade de fiscalização e reforço de pessoal.

Ações de combate e tecnologia

A CEEE Equatorial ampliou ações conjuntas com Brigada Militar, Polícia Civil e Guarda Municipal por meio da Operação Fios e Cabos. Em 2026, foram 89 operações em ferros-velhos e recicladoras, resultando na prisão de 26 suspeitos de receptação.

A distribuidora também passou a usar nanotecnologia para rastrear cabos. O sistema, semelhante ao utilizado para explosivos, identifica materiais furtados mesmo se raspados ou derretidos, ajudando na comprovação da origem durante investigações.

Parte das instalações passou a receber cabos de alumínio, com menor valor de revenda no crime. A tecnologia é aplicada principalmente em subestações e áreas críticas da rede para evitar novas ocorrências.

Mudanças legais e impactos

A legislação foi fortalecida com a Lei nº 15.397, sancionada em 2026, que aumentou penas para furtos e roubos envolvendo estruturas essenciais. Em alguns casos, a punição pode chegar a 12 anos de prisão, buscando reduzir crimes contra infraestrutura.

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