- Karen Seabra, de Belo Horizonte, anunciou ter vivido abuso sexual por parte do obstetra durante a gestação, com relatos que vão de brincadeiras de conotação sexual a exames de toque inadequados; o médico não foi identificado.
- Ela descreve que, a partir do terceiro mês de gestação, o obstetra passou a pedir que tirasse a roupa e colocasse o roupão para exames, incluindo toque vaginal repetido em consultas de rotina.
- A paciente ressalta que o toque foi feito em todas as consultas, com sangramento e dor, e que não havia necessidade desse exame no início da gestação; só descobriu, via enfermeira obstétrica, que o toque não é obrigatório nesse estágio.
- Karen registrou denúncias no Conselho Regional de Medicina e no convênio de saúde e aponta que o caso pode configurar violência obstétrica, destacando sinais como procedimentos desnecessários, toque repetido sem consentimento e tratamento desrespeitoso.
- Em orientação prática, especialistas sugerem buscar apoio, montar relato cronológico com datas e nomes, e acionarem ouvidorias, 180, ANS, CRM/Coren, Ministério Público e outros canais para denúncias e acolhimento.
Karen Seabra, modelo e personal stylist de Belo Horizonte, Minas Gerais, relatou ter sido vítima de abuso sexual pelo obstetra durante a gravidez. A denúncia, feita em vídeo no Instagram, envolve ocorrências desde 2022, com gráficos de comportamento desrespeitoso. O nome do médico não foi revelado.
Segundo Karen, as consultas começaram de forma normal, mas evoluíram para “brincadeiras” de cunho sexual e exames invasivos sem necessidade. Ela afirmava sentir dor e sangramento leve após cada toque, e não compreendia a razão de os toques serem repetidos em consultas de rotina.
Ela só descobriu que o toque não era obrigatório nas gestação inicial após orientação de uma enfermeira obstétrica. Em uma consulta com o marido, as atitudes do médico mudaram e o atendimento passou a ocorrer com menor contato. A grávida registrou o relato após o episódio de 26 de março.
Mudança de tema: natureza do abuso e consequências
Karen descreve exames de toque repetidos, teste de textura do mamilo e comentários desrespeitosos durante as consultas. O episódio ganhou repercussão e motivou a denúncia ao Conselho Regional de Medicina e ao convênio de saúde. A gestante diz buscar responsabilização e proteção para outras pacientes.
Especialistas ressaltam que violência obstétrica e abuso sexual podem ocorrer durante a gestação, parto ou puerpério. Dados indicam que parte das gestantes sofre algum tipo de violência, e que toques sem consentimento podem configurar crime sexual.
Como evitar e denunciar
Profissionais recomendam que todo exame tenha indicação clínica, consentimento e privacidade. Em caso de abuso, é possível acionar ouvidorias, autoridades sanitárias e conselhos de classes. Recuperar o prontuário, datas e nomes auxilia na formalização de denúncias.
Para apoio, especialistas sugerem buscar acolhimento psicológico, contatos com defensoria pública e grupos de apoio. Relatos cronológicos ajudam no processamento emocional e na eventual ação legal. Diversas opções de denúncia existem, conforme orientações técnicas.
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