- A Ministério do Meio Ambiente de Indonésia concedeu a Licença de Fase Ambiental (Amdal) atualizada para a mina de zinco e chumbo de Dairi, no norte de Sumatra, em 13 de março de 2026, anunciada publicamente em 5 de maio de 2026.
- A atualização substitui o reservatório de rejeitos permanente por um método de backfill com cimento e água, empurrando os rejeitos para vazios subterrâneos já explorados.
- A decisão ocorre quase um ano após o Supremo Tribunal ter anulado a aprovação anterior de 2022, por falhas no processo de participação pública e de critérios de risco de desastre.
- Críticos afirmam que a nova Amdal não reduz o risco de desastre nem resolve as falhas de participação e transparência no processo, alertando sobre o potencial de falha de estruturas e impactos hídricos.
- Famílias e organizações locais já planejam contestar legalmente a nova aprovação, mantendo a resistência contra a mina enquanto avaliam os impactos na região de Dairi.
O Ministério do Meio Ambiente da Indonésia concedeu uma nova aprovação ambiental para a mina de zinco e chumbo no distrito de Dairi, norte de Sumatra. A licença atualiza o Amdal anterior da PT Dairi Prima Mineral (DPM) após uma decisão do Supremo Tribunal em 2024 que anulou a aprovação anterior. A mudança ocorre em uma região sujeita a terremotos.
A nova avaliação cancela o reservatório de rejeitos permanente e propõe o uso de cimento e água para preencher vazios subterrâneos já explorados, em vez de manter a barragem de rejeitos acima do solo. A técnica é conhecida como backfill de pastecementado, alegadamente mais segura segundo a empresa.
Críticos afirmam que a mudança não reduz riscos para comunidades locais nem para o ambiente. Moradores apontam que o projeto continua exposto a desastres em caso de falha de contenção de rejeitos, dada a atividade sísmica da região.
Obstáculos jurídicos e técnicos
Especialistas questionam a necessidade de um novo processo de avaliação ambiental, já que a revisão ocorre sobre base legal revista pela Justiça. Empresas afirmam que a nova abordagem é viável e alinhada a práticas sustentáveis de mineração, sem detalhar comprovações técnicas de capacidade de backfill.
Organizações de assistência jurídica destacaram falhas no processo de consulta pública e na transparência da revisão. Alegam que comunidades afetadas não foram corretamente envolvidas nem informadas de maneira adequada.
Reação da comunidade e próximos passos
Residentes afirmam que a mina já causa impactos, como interrupções no uso da água e danos a lavouras, mesmo sem operação plena. Grupos civis estudam abrir ações judiciais para contestar o novo Amdal, caso haja falhas no processo ou na fundamentação técnica.
A DPM informou que o novo Amdal foi submetido aos órgãos locais e que a participação pública foi realizada, sem detalhar documentos disponíveis aos interessados. A empresa disse que pretende iniciar obras assim que houver aprovação do plano de trabalho e orçamento pelo governo.
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