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Maio Amarelo orienta ações para tornar estradas mais seguras

Maio Amarelo enfatiza ação conjunta para reduzir mortes e acidentes rodoviários, diante de 72.400 ocorrências e 6.000 óbitos em 2025

O avanço do transporte clandestino contratado por aplicativo coloca em risco a segurança de quem viaja, diz a articulista; na imagem, vista aérea de uma rodovia
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  • Maio Amarelo destaca a necessidade de ação conjunta de sociedade, empresas e governo para tornar as rodovias mais seguras no Brasil.
  • Em 2025, ocorreram 72.400 acidentes, com cerca de 6.000 mortes e 83.000 feridos nas rodovias brasileiras.
  • Números durante festas e feriados tendem a piorar; na operação Rodovia, entre 18 de dezembro de 2025 e 22 de fevereiro de 2026, foram registrados 13.200 acidentes e 1.100 mortes.
  • A Abrati aponta que o Brasil tem 1,7 milhão de quilômetros de rodovias, apenas 12% pavimentadas, e já investiu mais de 14 bilhões de reais em melhoria de frota e treinamento.
  • Medidas de segurança incluem monitoramento do sono de motoristas, câmeras em tempo real, paradas programadas e combate ao transporte irregular; consumidor deve verificar regularidade da empresa antes de viajar.

O Maio Amarelo volta a enfatizar que reduzir mortes e acidentes nas rodovias brasileiras depende de ação conjunta entre sociedade, empresas e governo. A campanha ressalta a necessidade de transformar o trânsito em um ambiente mais seguro para trabalhadores, estudantes e famílias.

Dados de início de maio mostram um longo caminho a percorrer. Em 2025, foram registrados 72.400 acidentes nas rodovias do país, com pouco mais de 6.000 mortes e 83.000 feridos. Os impactos vão além da tragédia humana, atingindo o meio ambiente e o sistema de saúde.

Os prejuízos não são apenas sociais. Segundo a ANTT, o custo anual estimado com acidentes é de cerca de 50 bilhões de reais, mesmo quando empresas e autoridades se dedicam à prevenção. Festas e feriados prolongados elevam ainda mais a letalidade nas rodovias.

Desafios e ações do setor de transporte

A Abrati, associação que representa o transporte rodoviário de passageiros, afirma atuar para reverter as estatísticas. A entidade atende 95% dos municípios brasileiros e emprega a cadeia de transporte em cerca de 5.000 cidades, com atuação que envolve até 15 pessoas por ônibus.

Ao longo dos anos, a Abrati aponta ter investido mais de 14 bilhões de reais em frota, treinamento e atendimento aos colaboradores. A organização identifica a condição das estradas como um fator preponderante para acidentes.

A rede viária brasileira possui 1,7 milhão de quilômetros de rodovias, das quais apenas 12% são pavimentadas. A avaliação reforça que melhorias estruturais são necessárias para reduzir os gargalos que levam a incidentes rodoviários.

Para mitigar riscos, as empresas promovem treinamento contínuo, monitoram o sono dos condutores e oferecem suporte psicológico e jurídico. Em viagens longas, há descanso programado entre motoristas e uso de câmeras para monitorar trajetos.

Combate ao transporte irregular e orientação ao usuário

O combate ao transporte irregular contratado por aplicativos é apontado como essencial para a segurança de passageiros. Empresas reguladas adotam medidas de proteção, como pontos de parada determinados e salas de descanso equipadas para motoristas em longas jornadas.

A Polícia Rodoviária Federal intensifica a fiscalização, enquanto os passageiros são orientados a verificar a regularidade das empresas, comprar passagens em canais oficiais e confirmar documentos, especialmente para menores de idade.

Antes de viajar, a orientação é confirmar a regularidade da empresa, verificar guichês físicos e, se aplicável, cumprir toda a documentação exigida. Caso haja qualquer irregularidade, o veículo não oferece garantia de segurança.

O esforço para reduzir os números de acidentes é visto como tarefa de toda a sociedade. A campanha Maio Amarelo convoca participação contínua, enfatizando que mudanças efetivas exigem ações ao longo do ano, não apenas em períodos de maior movimento.

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